No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Viseu vai ser palco de uma “cimeira ibérica” que tem como objetivo dar força à criação da ligação ferroviária Porto-Aveiro-Viseu-Guarda-Salamanca-Madrid. O encontro, que reúne várias forças de Portugal e Espanha, está marcado para 7 de fevereiro, anunciou o presidente da Câmara de Viseu.
Esta “cimeira” surge depois de outro encontro que aconteceu no início do mês promovido por Salamanca e que contou com a presença de Fernando Ruas. Na altura, ao Jornal do Centro, o autarca já tinha demonstrado vontade para a próxima reunião ser no concelho viseense.
Segundo Fernando Ruas, a autarquia já esta “a promover os convites” e quer com esta reunião “dar continuidade ao que se fez [em Salamanca] e dar eco disso na região”. “Queremos manter viva esta situação e que as entidades governamentais mantenham o que está lá [no plano ferroviário]”, frisou.
O autarca enumerou ainda as conclusões presentes na “Declaração Institucional para incentivar o Transporte Ferroviário do Corredor Atlântico no Lanço Ibérico e a sua Ligação com Madrid”.
No documento é referido que a “conexão transfronteiriça, sem excluir outras possíveis, irá facilitar, em simultâneo, um transporte eficiente de passageiros em comboios de alta velocidade e um fluxo ágil de mercadorias, gerando novas oportunidades empresariais e maiores possibilidades de fixar população”.
Esta declaração desafia o governo, português e espanhol, a “impulsionar a via de conexão do Corredor Atlântico no troço ibérico (Aveiro – Viseu – Salamanca) e a sua ligação com Madrid, por forma a facilitar uma mobilidade eficiente de passageiros e mercadorias por transporte ferroviário entre Espanha e Portugal”; “Garantir a implementação de comboios de alta velocidade nesta conexão ferroviária que permita o desenvolvimento económico regional e gere oportunidades para novas iniciativas empresariais que favoreçam umas perspetivas de futuro renovadas para atrair e fixar população”; e “avançar neste projeto decisivo que beneficiará, não apenas as nossas empresas, mas também o desenvolvimento sustentável e a prosperidade dos nossos territórios”.
Já no plano ferroviário está descrito que “A construção de uma nova ligação ferroviária entre o litoral e o interior Centro, no eixo Aveiro – Viseu – Vilar Formoso, melhorará significativamente a mobilidade entre a Beira Interior e todo litoral do país”.
Além disso, refere, “esta ligação resolve uma das lacunas mais importantes do sistema de transportes nacional, a ausência de acessibilidade ferroviária à cidade de Viseu. Finalmente, esta é a ligação que irá permitir serviços de Alta Velocidade entre a regiões Norte e Centro de Portugal ou mesmo de Lisboa a diferentes regiões de Espanha”.
A ligação, segundo o plano ferroviário, deverá acontecer em três fases. A primeira será a “construção do troço Viseu – Mangualde, funcionando inicialmente como um ramal da linha da Beira Alta”, a segunda diz respeito à “construção do troço Aveiro – Viseu, criando novo itinerário alternativo à Linha da Beira Alta e reduzindo os tempos de viagem” e, por fim, a “construção do troço Mangualde – Vilar Formoso, permitindo o desenvolvimento final da ligação a Madrid, colocando o tempo de viagem Porto – Madrid próximo das 3 horas”.
PS diz que Ruas está a “encenar”
No final da reunião de executivo, o Partido Socialista disse que Fernando Ruas fez “uma encenação relativamente ao comboio” e que se trata de um momento “teatral do faz que faz”.
“Na apresentação do plano ferroviário, o senhor presidente da câmara disse que não sabia de nada, que tinha sido apanhado de surpresa e que até punha em causa que essa decisão fosse tomada. Isto é uma encenação de faz que faz”, disse aos jornalistas, João Azevedo.
O também deputado eleito pelo círculo de Viseu na Assembleia da República esclareceu ainda que “percebe-se agora o porquê da importância da requalificação da Linha da Beira Alta”.
“O que realçamos desta intervenção é que o senhor presidente da Câmara não sabia de nada, foi sempre dizendo que não era possível e agora está a dizer que é possível e que está feliz com esta decisão. Felizmente que estas decisões foram tomadas na altura, aliás, o presidente não era presidente da Câmara na altura, eu era presidente do Conselho Regional do Centro”, frisou.
Já sobre o encontro em Salamanca, João Azevedo disse que espera que seja “mais um supletivo para acontecer aquilo que tem que acontecer”, acrescentando que “é preciso dizer a verdade e a verdade é que o que aconteceu nada tem a ver com este presidente, com este executivo, nem com a Câmara de Viseu”. Para o vereador do PS, tudo foi decidido “em abril de 2016”.