Narrow pedestrian street with plywood construction walls on the left, colorful hanging lanterns overhead, and two people walking away into a blue sky.
Five men in suits sit at a long table as two sign documents during a formal agreement ceremony, with microphones and water bottles on the table.
Man in a dark suit sits at a polished conference table with a microphone, water bottle, and notebook in front of him, in a formal meeting room.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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Vineyard path between rows of green grapevines on a sunny hillside with blue sky and distant valley.
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
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Viseu: Ruas ameaça sair da CIM se mérito da radioterapia for para João Azevedo

Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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25.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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25.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, avisou esta quinta-feira (25 de novembro) que renunciará à liderança da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões se “alguém com poder de decisão” atribuir o mérito da construção do Centro de Ambulatório e Radioterapia no Hospital ao vereador socialista João Azevedo, que voltou a chamar a si a concretização do projeto orçado em 24 milhões de euros.

Durante a reunião pública do executivo camarário, Fernando Ruas (PSD) salientou o empenho que quer a anterior presidência da CIM Viseu Dão Lafões, quer a atual tiveram para que o Centro Hospitalar Tondela-Viseu possa avançar com uma Centro ambulatório: Hospital de Viseu já pode candidatar-se a fundos europeus.

“Enquanto presidente da CIM, não admito que alguém venha usar esta prerrogativa da influência para dizer que é seu o mérito desta colocação”, disse Fernando Ruas.

Por isso, garantiu que, “se por acaso alguém com poder de decisão”, como a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro ou a ministra da Coesão Territorial, falar na influência de João Azevedo no processo, fará “nesse momento a renúncia” ao lugar para o qual foi eleito por unanimidade na CIM.

Na semana passada, Fernando Ruas anunciou que pediu à presidente da CCDR, Isabel Damasceno, , o que levou os deputados do a reagir em comunicado, dizendo que “tudo fizemos desde o primeiro minuto, e só nós, para que este projeto fosse uma realidade para Viseu e para toda a região”.

Na reunião desta quinta-feira, o vereador e deputado João Azevedo (que encabeçou a lista do PS à Câmara nas últimas autárquicas) afirmou que “não vale a pena reescrever a história, a história está escrita e bem escrita”.

“Eu tive a possibilidade de a acompanhar desde o início, assumo, é o que é, vale o que vale. Durante semanas e meses referi aquilo que estava a ser feito e felizmente para Viseu e para os viseenses isso vai acontecer”, frisou.

Fernando Ruas referiu que não admitiria estar a presidir uma CIM à qual “fossem subtraídos os poderes por qualquer tentativa de influência, seja ela legítima ou não”.

“As instituições devem funcionar independentemente de quem está em cada momento a assegurar a gestão quer do país, quer da região e é essa a nossa postura”, disse o autarca social-democrata, lembrando que “o período da campanha passou”.

Ruas sublinhou que “foram os autarcas todos (da CIM) que se disponibilizaram e decidiram, de uma forma corajosa, que o principal investimento que devia ser colocado a fundos comunitários” era o Centro de Ambulatório e Radioterapia e “tem que se lhes dar o mérito”, lembrando que a CIM já tinha sinalizado há muito tempo o projeto.

O Jornal do Centro aguarda reações da CCDR Centro e do Ministério da Coesão Territorial.

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