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Viseu: Serviço MUV deixa de funcionar a 1 de março, alerta empresa

Empresa Berrelhas, que detém a concessão do serviço de transportes do concelho de Viseu, diz que solução apresentada pela Câmara Municipal não é viável financeiramente. Município propôs ajuste direto até ser feito novo concurso

Micaela Costa
 “Se acharmos que entrámos em modo ketchup, estamos mais perto de dar tiros nos pés”, sublinha treinador do Tondela
25.02.25
fotografia: Jornal do Centro
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25.02.25
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Viseu: Serviço MUV deixa de funcionar a 1 de março, alerta empresa

A partir de 1 de março o sistema de transporte público de passageiros da cidade de Viseu vai deixar de funcionar. Pelo menos este é o alerta da empresa Berrelhas, que detém a concessão do MUV (Mobilidade Urbana de Viseu).

Num documento assinado pela gerência e que está afixado no balcão de informações do MUV, na central de camionagem, e nos vários autocarros, é descrito que a empresa “viu-se forçada a tomar esta decisão” por entender que a solução apresentada pela Câmara Municipal não é viável.

A Berrelhas fala numa “absoluta impossibilidade de manter a exploração do serviço de transporte altamente deficitário” e na “impossibilidade técnica e financeira da aplicação da solução alternativa apresentada pela Autoridade de Transportes competente”.

Assim, alerta a empresa, “a partir do dia 1 de março de 2025, não assegurará a execução do serviço de transporte MUV”.

Ao que o Jornal do Centro apurou, a decisão da empresa de transportes sustenta-se na impossibilidade de cumprir com os pressupostos do ajuste direto que implicará um esforço financeiro que a Berrelhas entende como “desnecessário” já que esta solução só estará em vigor durante dois anos.

Em causa poderá estar, por exemplo, a necessidade de a empresa renovar parte da frota automóvel e outros investimentos.

Já este mês de fevereiro, a Câmara Municipal de Viseu aprovou em reunião de executivo o ajuste direto para a continuidade do serviço com duração de dois anos e um valor de cerca de nove milhões de euros.

Esta não é a primeira vez que a empresa ameaça parar o serviço e, mais recentemente, impediu os passageiros de carregar os passes.

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