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20 de janeiro de 1977

 Design Paralímpico
14.08.21
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Não me compreendo. Não encontro explicação para determinados estados de espírito. Hoje, por exemplo, é um desses dias em que sinto vontade de chorar, esvaziar-me. Que fazer? Passear? O tempo está sombrio e chuvoso. Escrever? Talvez a única solução. Conversar? Com quem? Mas é isso: preciso falar, esquecer-me.
Melancolia. Mas mais, talvez dor, angústia, desilusão. Um vazio existencial devido a uma ferida interrogação sobre o sentido da vida. Sim, que fazer desta estrutura física, biológica, mas consciente de si, dos seus desejos, consciente de uma sede inelutavelmente insaciável? Qual o valor das coisas, das amizades, do amor, da profissão? Utilidade. Satisfazem certas necessidades, distraem, mas eu pergunto pelo seu significado espiritual. A minha exigência é de outra ordem. O que procuro respira-se na transcendência das coisas, não quero a vivência fútil, quero o que alimente a alma, o sagrado, o profundo, mas descobrir isso na imanência dos seres, das coisas, da vida.
        É na solidão, suspeito, que se encontra o caminho. Onde param os amigos que sejam cúmplices deste sonho? Onde a mulher que saiba metamorfosear o amor em encontro? A mulher, que através da palavra, do gesto, do corpo, da arte, transforme cada ato em comunhão. Essa mulher, que encontrei e tão cedo dela me afastei, que fará a esta hora?
        E o planeta Terra persiste nos seus movimentos. E com ele rodam os seres, as suas ambições, sonhos, interesses, gritos, fantasmas e lágrimas, e isto desde sempre. É um pensamento que me ocorre com frequência e me dá um sentimento da grandeza e da pequenez cósmica e que me ajuda a relativizar as cegueiras humanas. Deveria aprender a viver de acordo com o que há de libertador nessa ideia de infinito; e não esmagado pela estreiteza do quotidiano. 
É tudo tão miserável! Eu próprio o sou! Um farrapo, uma frágil folha ao sabor do vento. Quero deixar de fumar, mas não ultrapasso vãs tentativas de uns dias. Quero ser eu mesmo, e não tenho a coragem suficiente para me impor ao convencionalismo. Sou um medíocre! Não sei que será de mim. Pergunto pelo sentido da minha vida. Que fiz até hoje? Para que vivo? Ultimamente, fecho-me num casulo interior, não saio, não frequento bailes, numa imobilidade ensimesmada. Para quando o tempo da alegria? Oh! não deveria ter lido a poesia que li, nem cismado nos textos que ardiam. Arruinaram-me a capacidade de distração, a moleza do divertimento. Olhos as esplanadas cheias de gente e delas escuto o eco das gargalhadas dos satisfeitos da vida. Nunca serei um deles. Por todas as estradas do real sempre andarei a sonhar com outras estradas e com outros lugares.

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