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O candidato do Chega à presidência da Câmara de Castro Daire, Manuel Rocha, disse hoje à agência Lusa que o foco está nas pessoas e nas suas ideias, na sua valorização e na cultura do concelho.
O “independente, mas simpatizante do Chega”, que se candidata pela primeira vez a um cargo político, adiantou que tem “andado a ouvir as pessoas e o que desejam, além das ideias que tem, “e são muitas, para concretizar”.
E prometeu, que, “independentemente de as pessoas serem da extrema-esquerda ou da extrema-direita, do partido ‘a’ ou ‘b’, do centro ou independentes, isso é irrelevante”.
“Desde que haja competência e qualidade, todas as pessoas terão lugar” no seu projeto.
Manuel Rocha adiantou que do seu percurso profissional, “alguns anos foram dedicados à vida militar” que o levou em missões a outras fronteiras e “ajudou a conhecer outras realidades, que, com pouco dinheiro, fizeram coisas interessantes”.
Entre os contributos que quer dar, enquanto presidente, ao Município de Castro Daire, está “a inovação, com o fim do papel, e quer aproveitar as muitas potencialidades que o concelho tem, quer humanas, ambientais e patrimoniais”.
“Enquanto turista, quando vou a um sítio gosto de conhecer as suas particularidades, histórias e lendas locais, particularidades, e não falta desse património em Castro Daire temos é de o dar a conhecer através das pessoas”, adiantou e, também para isso, pretende “criar museus interativos em vários pontos” do concelho.
Uma das áreas que se tornou prioridade com os incêndios foi a “criação de reservatórios de água estratégicos no concelho e agilizar com as freguesias a aquisição de máquinas para limpeza e até combate, isto com recurso a financiamento junto do Estado central, porque as autarquias têm de ter mais autonomia”.
“Eu quero fazer no meu concelho o que gostaria de ver o Estado central fazer no país, ou seja, redistribuir o orçamento por todas as freguesias e não só em função do número de habitantes”, defendeu.
Neste sentido, apontou como exemplo o saneamento básico que “ainda não existe em todas localidades e a freguesia de Reriz não tem”, por exemplo, e apesar de “não poder prometer que em quatro anos ficar tudo ligado à rede, tem de se começar” a trabalhar.
Outro dos projetos é a “construção de uma central para os transportes públicos, quer entre o concelho, quer para outros concelhos e até da rede nacional, para poderem sair da [Estrada] Nacional 2 e dar mais dignidade” aos passageiros.
Na área da economia quer “apostar em empresas inovadoras, com a criação de uma incubadora, porque há tanta gente nova cheia de potencial”.
Inspetor tributário de profissão, tem também como uma das prioridades a “transparência autárquica” e tenciona fazê-lo com a “divulgação na página da Internet da autarquia dos atos e medidas tomadas na Câmara” de Castro Daire.
“Não estou com isto a dizer que há corrupção, estou simplesmente a dizer que eu tornarei público as medidas e contas, assim como serão divulgadas as justificações dos atos, porque ao fazê-lo não deixarei azo a pensamentos menos lícitos”, defendeu.
Manuel Rocha, de 47 anos, casado e pais de dois filhos, é licenciado em Contabilidade e Administração, é natural da freguesia de Moledo e agora é residente na de Mões, concelho de Castro Daire, distrito de Viseu.
Em 2021, a coligação PSD/CDS-PP alcançou 61,58%, com 5.811 votos, colocando no executivo municipal cinco mandatos, enquanto o PS colocou dois, com 28,66% do eleitorado, 2.704 votos, num ano em que estavam inscritos 9.436 pessoas.