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A construção da barragem de Girabolhos, no concelho de Seia, e a manutenção da obra hidráulica do Mondego, a jusante de Coimbra, são duas das condições essenciais para evitar cheias naquela bacia hidrográfica, defenderam agricultores e dirigentes associativos.
O presidente da recém-empossada direção da Associação de Agricultores do Vale do Mondego – entidade que estava inativa desde 2012, após a morte do empresário agrícola Carlos Laranjeira -, indicou a necessidade da regularização do rio Ceira e a construção da barragem de Girabolhos.
“A acontecer, Girabolhos é mais uma almofada muito confortável para a Aguieira e para a [barragem da] Raiva”, as quais, em conjunto com a barragem das Fronhas, no rio Alva, em Arganil, estão incluídas na bacia do rio Mondego.
O plano de construção da barragem de Girabolhos foi suspenso em 2016. Porém, em março de 2025, o anterior Governo liderado pelo atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu que a obra é para avançar, incluída na estratégia nacional “Água que Une”.
Também para Armindo Valente, vice-presidente da Associação de Beneficiários da Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego, a prioridade é a edificação da barragem de Girabolhos.
“O Baixo Mondego só fica seguro de cheias e com água suficiente para rega durante o verão a partir do momento em que a barragem de Girabolhos seja uma realidade”, frisou.
O empresário agrícola adiantou que com a construção daquela infraestrutura de armazenamento de água, ao nível de eventuais cheias “resolve-se o problema das zonas ribeirinhas do Mondego e da cidade de Coimbra”.
No último ano várias foram as vozes que voltaram a defender este projeto, entre elas a do autarca socialista de Mangualde que lembrou que o município sempre disse que a região “ficou penalizada por o Governo não ter avançado com a barragem de Girabolhos”.
“É uma obra estruturante quer para região, quer para o país, e é uma necessidade não para ficar no papel, mas sim para se tornar uma realidade”, frisou já por diversas ocasiões Marco Almeida.