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A autoestrada A24, que está cortada desde sábado na zona do concelho de Lamego, distrito de Viseu, reabriu parcialmente na noite de quarta-feira, na sequência de uma avaliação técnica, anunciou a autarquia.
A Câmara de Lamego informou que foi reaberta “uma via da A24, permitindo a circulação nos dois sentidos, em regime de basculamento”.
“A circulação faz-se de forma condicionada, estando implementadas todas as medidas de segurança necessárias, devido à continuação dos trabalhos e à instabilidade do talude”, garantiu.
A iminência de “uma derrocada de grandes dimensões” levou no sábado ao encerramento da A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego.
“Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou, na altura, a Câmara de Lamego.
Inicialmente, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução. No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.
Entretanto, foram realizados trabalhos de remoção do material instável do talude da autoestrada, de forma a “eliminar o risco de queda de pedras para a via”, o que permitiu a sua reabertura parcial.
A Câmara de Lamego assegurou que se mantém “a monitorização permanente da situação, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil e as Forças de Segurança, podendo ser adotadas novas medidas caso se justifique”.
A autarquia apelou “ao cumprimento da sinalização temporária, à redução da velocidade e à máxima prudência por parte dos condutores”.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.