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O presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, determinou esta quinta-feira, dia 9, a ativação imediata do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), na sequência da declaração de Situação de Contingência pelo Governo e face ao agravamento das condições meteorológicas no concelho.
De acordo com o comunicado enviado à redação, “a saturação extrema dos solos, provocada pela precipitação persistente, tem gerado instabilidade geológica em todo o território”.
Segundo o último balanço do Serviço Municipal de Proteção Civil, “registam-se 258 ocorrências desde o início da intempérie, sendo a maioria (168) relativas a movimentos de massa (deslizamentos de terras e quedas de muros) e inundações”.
Com a ativação do plano, “o Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) entrou em funcionamento permanente”. Esta estrutura, segundo o comunicado, “garante a articulação direta entre a Câmara Municipal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, Bombeiros Voluntários de Lamego, GNR, PSP e demais entidades de apoio, assegurando uma unidade de comando na gestão dos meios de socorro”.
O Município informa ainda que “todos os agentes de proteção civil do concelho encontram-se em estado de prontidão máxima” e que “foram ainda pré-posicionados meios mecânicos de desobstrução em pontos estratégicos para garantir uma resposta célere a eventuais cortes de via”.
No mesmo comunicado, o Município de Lamego alerta para “a existência de constrangimentos significativos”, e apela aos automobilistas para que “respeitem escrupulosamente a sinalização de perigo”.
A Proteção Civil deixa também recomendações à população, nomeadamente para “evitar a circulação e permanência junto a zonas ribeirinhas (Rios Douro, Varosa e Balsemão) e áreas arborizadas”, “não atravessar, em circunstância alguma, zonas inundadas ou com lençóis de água” e “estar atento a sinais de aluimento de terras ou fissuras em muros de suporte”.
Em caso de emergência, deve ser contactado o número 112.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.