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Festival AMOSTRA em Viseu com quatro dias dedicados às artes performativas

Organizado pela Companhia Caótica, o festival, que já passou por Lisboa, Loulé e Porto, acontece entre 5 e 8 de março

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16.02.26
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Festival AMOSTRA em Viseu com quatro dias dedicados às artes performativas

A 4.ª edição da AMOSTRA — Festival das Artes Performativas para Público Jovem realiza-se entre 5 e 8 de março, em Viseu, levando à cidade um programa que junta espetáculos para crianças e jovens a momentos de encontro e reflexão entre profissionais do setor.

Organizado pela Companhia Caótica, o festival, que já passou por Lisboa, Loulé e Porto, acontece através de uma parceria com o Teatro Viriato e a Câmara Municipal de Viseu. A iniciativa pretende valorizar a criação contemporânea dirigida ao público jovem e fortalecer redes entre artistas, programadores, educadores e agentes culturais.

Caroline Bergeron, coordenadora do festival, destaca que a AMOSTRA é “um espaço de encontro e imaginação coletiva”, defendendo que o projeto se assume como “um gesto político” na defesa dos direitos culturais das crianças e jovens e na valorização de um ecossistema artístico que “precisa de mais recursos”.

A edição deste ano divide-se em duas vertentes: uma destinada ao público escolar e às famílias, com vários espetáculos destinados a diferentes faixas etárias; e outra dirigida a profissionais da cultura, com conversas temáticas, sessões de pitching e apresentações editoriais.

Entre os artistas e companhias presentes contam-se Sandra Neves / Trupe Fandanga, Sérgio Pelágio / Real Pelágio, Ainhoa Vidal, Baileia (Clara Bevilaqua e Guilherme Calegari) e António-Pedro e Caroline Bergeron, da Companhia Caótica.

O festival inclui ainda o lançamento do livro Pedras de Parar e da Urgência, do sociólogo Rui Telmo Gomes, uma reflexão sobre os desafios das artes performativas para o público jovem em Portugal, desenvolvida no âmbito do ciclo “Conversas Emergentes”, uma colaboração entre a Companhia Caótica e o Plano Nacional das Artes.

Fundada em 2009 pela encenadora-autora Caroline Bergeron e pelo músico-cineasta
António-Pedro, a Caótica é uma companhia multidisciplinar que cria espetáculos, oficinas e
filmes para público jovem, famílias e adultos, onde cruza teatro, música, cinema, marionetas e
artes visuais.

Desde 2015, a Companhia realiza periodicamente encontros entre profissionais
da cultura, a nível nacional e internacional, onde procura refletir em conjunto sobre a criação,
programação e circulação de espetáculos para o público jovem.

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