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João Silva Fernandes, Coordenador de Gastrenterologia no Hospital CUF Viseu e no Hospital CUF Coimbra
O cancro do intestino grosso e do reto, também conhecido como cancro colorretal, continua a ser uma das principais causas de doença oncológica em Portugal. É atualmente o segundo cancro mais frequente em homens e mulheres, com cerca de 10 mil novos diagnósticos por ano. Neste mês de março, em que se assinala o Mês Europeu do Cancro do Colorretal, conhecido como “Março Azul”, importa reforçar uma mensagem essencial: este é um dos cancros mais evitáveis e tratáveis, quando detetado precocemente.
Ao contrário de muitos outros cancros, o cancro colorretal apresenta habitualmente uma evolução lenta, a partir de pólipos que podem demorar vários anos a transformar-se em cancro. Esta característica proporciona uma oportunidade valiosa de intervenção precoce.
Ainda assim, na prática clínica, é frequente encontrar pessoas que acabam por “desperdiçar” esta janela de oportunidade. Em alguns casos, por desconhecimento. Noutros, pelo receio de eventuais complicações ou receio da anestesia. Importa esclarecer que se trata de um exame muito seguro, realizado diariamente em milhares de pessoas.
Outra das principais razões para o adiamento do exame é o facto de não existirem queixas. A verdade é que, nas fases iniciais, o cancro colorretal é frequentemente silencioso. Quando surgem sintomas, a doença costuma já estar numa fase avançada, com um impacto muito maior na saúde e na qualidade de vida.
Mesmo nos casos em que já existe cancro, a colonoscopia desempenha um papel fundamental. Permite não só a identificação precisa das lesões, como a sua marcação, um passo essencial para um planeamento cirúrgico mais eficaz e seguro. Por outro lado, nos casos em que o tumor provoca obstrução do intestino, pode proceder-se, durante o exame, à colocação de próteses intestinais, desbloqueando o intestino e evitando cirurgias urgentes. Consegue-se, assim, um tratamento mais seguro, organizado e planeado.
Atualmente, o rastreio do cancro colorretal, através de colonoscopia, é recomendado a partir dos 45 anos – uma idade que tem vindo a ser progressivamente antecipada devido ao aumento da incidência da doença em pessoas mais jovens. Estima-se que, até 2030, cerca de 15% dos novos diagnósticos de cancro colorretal ocorram em pessoas com menos de 55 anos.
No Mês Europeu do Cancro do Colorretal, a mensagem é clara: não adiar o rastreio nem esperar pelo aparecimento de sintomas. A deteção precoce salva vidas e está ao alcance de todos.
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João Silva Fernandes, Coordenador de Gastrenterologia no Hospital CUF Viseu e no Hospital CUF Coimbra
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