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Teatro e circo contemporâneo marcam noite cultural deste sábado na ACERT, em Tondela, com “Esperança Desmedida” e “Memórias de Rosa Maria”.
“Esperança desmedida”, uma criação de Rui Malheiro a partir de um texto original de Ilda Teixeira, é a 79.ª criação da Escola de Mulheres – Oficina de Teatro.
Ilda Teixeira é atriz na companhia Trigo Limpo/Associação Cultural e Recreativa de Tondela e, desde 1999, participou em mais de 40 produções de teatro, exercendo também funções na área da programação e da formação.
Segundo a Escola de Mulheres, “Esperança desmedida” é “uma travessia de corpos e memórias que se confunde com a própria sobrevivência”.
Movimentos migratórios “que atravessam os tempos e se repetem incessantemente” e fronteiras que se levantam para “proteger alguns” são temas tratados na peça.
“Esperança desmedida” é “uma reflexão sobre migração, perda e resistência”, conclui a companhia.
A Escola de Mulheres – Oficina de Teatro, cujos espetáculos se realizam na Sala de Teatro do Clube Estefânia, foi fundada em 1995 por Fernanda Lapa, Cucha Carvalheiro, Isabel Medina, Marta Lapa, Cristina Carvalhal, Aida Soutullo e Conceição Cabrita, com o objetivo de privilegiar a criação e o trabalho das mulheres no teatro e promover novas dramaturgias de temática e escrita femininas.
Produzida pela Escola de Mulheres, “Esperança desmedida” apresenta-se às 19h30. A interpretar estão Catarina Rabaça, Marta Lapa e Vítor Alves da Costa, num espetáculo que tem criação conjunta.
Ruy Malheiro assina a dramaturgia e encenação, enquanto a música original é de Luísa Vieira, e o desenho de luz de Paulo Santos.
A noite prossegue, pelas 22h00, no café-teatro, com “Memórias de Rosa Maria”, criação de Andreia Moreira e Pina Polar. O espetáculo apresenta-se como um dueto poético que cruza circo contemporâneo, movimento e humor.
Em cena surge uma mulher idosa, de espírito indomável, que confronta a própria mortalidade rodeada de objetos simbólicos que se transformam em portais para memórias e reflexões profundas. Entre momentos de riso e emoção, a peça aborda temas intensos de forma sensível e poética, acompanhada pela música ao vivo do guitarrista José Pedro Lima.