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Mais de 240 docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário participaram no sábado, 14 de março, no colóquio “Inteligência Artificial: Que rumos para a Educação?”, realizado no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu (ESTGV), do Instituto Politécnico de Viseu (IPV).
A iniciativa foi promovida pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, no âmbito do Programa Intermunicipal de Promoção do Sucesso Educativo (PIPSE), em parceria com os Centros de Formação de Associação de Escolas da região.
O encontro teve como objetivo promover o debate entre docentes sobre os desafios, oportunidades e implicações da integração da Inteligência Artificial na educação, num contexto de transformação digital que está a alterar práticas de ensino, metodologias de aprendizagem e processos de avaliação.
O programa do colóquio incluiu conferências e painéis dedicados aos impactos da Inteligência Artificial no ensino, às aplicações desta tecnologia em contexto de sala de aula e aos limites e desafios éticos associados à sua utilização, reunindo especialistas e investigadores de várias instituições académicas.
A sessão de abertura contou com intervenções do vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu, Adelino Azevedo Pinto, e do secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho. Seguiu-se a conferência “Educar na Era do Algoritmo”, apresentada por João Rocha e Melo.
Durante a manhã realizou-se o painel “Educar em tempos de inteligência artificial”, moderado por Gonçalo Xufre, professor coordenador no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. O debate contou com a participação de Luísa Coheur, professora associada e investigadora do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, Sílvia Roda, professora adjunta convidada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, e Joana Martinho Costa, diretora da Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas do ISCTE Sintra.
A sessão da tarde incluiu o painel “IA na sala de aula: possibilidades e limites”, moderado por Isabel Serra, diretora do CFAE Edufor, com intervenções de Carlos Pinheiro, professor, investigador e coordenador interconcelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, Inês Afonso Marques, psicoterapeuta infantojuvenil e autora, e Ricardo Cruz, investigador do Laboratório de Educação à Distância e E-Learning.
O encontro terminou com a conferência “Aprender com máquinas – formar humanos”, por Carina Lobato Faria.
Durante a sessão de abertura, Adelino Azevedo Pinto considerou que a realização do encontro surge num momento de mudança no sistema educativo. “Este colóquio promovido pela CIM surge num momento de viragem na forma como aprendemos, ensinamos e avaliamos, com a Inteligência Artificial a transformar profundamente estes paradigmas”.
O autarca de Viseu afirmou ainda que “o encontro promoveu uma reflexão crítica muito oportuna sobre os desafios e oportunidades desta nova realidade, estimulando o debate entre docentes sobre as práticas educativas do futuro. É fundamental que os professores estejam preparados para integrar estas ferramentas de forma crítica, ética e inovadora, garantindo que a tecnologia se coloca ao serviço da aprendizagem e do desenvolvimento humano”.
O vice-presidente acrescentou que “iniciativas como este colóquio reforçam o compromisso da CIM Viseu Dão Lafões e dos seus municípios com a qualificação do sistema educativo e com a preparação das novas gerações para os desafios do futuro”.
Também Nuno Martinho destacou o papel da iniciativa na discussão sobre o impacto da tecnologia na educação. “Este colóquio é mais um exemplo do trabalho que a CIM tem vindo a desenvolver na área da educação, promovendo iniciativas que incentivam a reflexão e a inovação pedagógica no território. Através de vários projetos e programas educativos, temos procurado despertar, junto dos jovens de Viseu Dão Lafões, a curiosidade científica e o pensamento crítico, aproximando-os de novas áreas do conhecimento”, disse.
O responsável referiu ainda o trabalho desenvolvido através da rede intermunicipal de educação. “Esta rede integra municípios, agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, escolas profissionais e outros parceiros locais, afirmando-se como um espaço de cooperação que procura responder aos desafios do sucesso educativo e contribuir para o desenvolvimento da região”, concluiu.