No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O cancro do cólon e/ou do reto é vulgarmente designado por cancro colorretal. Esta patologia surge quando as células de uma parte do intestino grosso começam a crescer de forma descontrolada e anómala.
Embora o cancro que tem início no cólon se chame especificamente cancro do cólon, e o que se inicia no reto se chame cancro retal, ambos são frequentemente agrupados sob a mesma denominação. A principal diferença entre eles reside na sua localização anatómica e na necessidade de abordagens terapêuticas distintas (como diferentes tipos de cirurgia ou radioterapia). No entanto, a biologia tumoral, ou seja, a forma como as células se comportam e evoluem, é essencialmente a mesma em ambos os órgãos.
Em Portugal, o cancro colorretal (CCR) representa um dos maiores desafios de saúde pública, sendo um dos tipos de cancro mais comuns em Portugal. Nos homens, apresenta uma incidência elevada, a par dos cancros da próstata, pulmão e pele; nas mulheres, surge com igual destaque ao lado dos cancros da mama, pulmão e pele. É considerada a segunda causa de morte por cancro em Portugal. Contudo, se detetado precocemente, existe uma elevada probabilidade de cura.
O CCR desenvolve-se no cólon ou reto, surgindo quase sempre a partir de pequenas lesões benignas chamadas pólipos. Estes crescem silenciosamente durante anos antes de se tornarem malignos. Por ser uma doença “muda” nas fases iniciais, não deve esperar pela dor. Preste atenção a:
A prevenção começa no estilo de vida. A evidência científica demonstra que uma dieta rica em fibras (frutas e vegetais), a redução de carnes vermelhas e processadas, a prática regular de exercício físico e o combate ao tabagismo são pilares essenciais para proteger o seu intestino.
O rastreio é a ferramenta mais poderosa que temos. Em Portugal, o SNS promove o rastreio populacional, geralmente destinado a homens e mulheres entre os 50 e os 74 anos (embora a vigilância aos 45 anos seja hoje um tema em voga na enfermagem e medicina), realizado através da Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF): um teste rápido e não invasivo feito em casa, pelo próprio utente e que deteta vestígios de sangue não visíveis a olho nu.
Caso este teste detete alguma anomalia, o passo seguinte pode passar pela realização de uma colonoscopia. Este exame não é apenas uma forma de diagnóstico. É também uma ferramenta de prevenção, pois permite detetar e remover pólipos no momento, impedindo que se transformem em cancro.
Não adie a sua saúde. Se tem mais de 50 anos ou histórico familiar, contacte a sua equipa de saúde familiar. O rastreio não serve para quem está doente, serve para quem quer continuar saudável!
Filipe Carreira
Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica na UCC Viseense
por
Marina Bessa Sousa
por
Joaquim Alexandre Rodrigues
por
Joaquim Alexandre Rodrigues