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O ex-chefe de gabinete do Ministério do Ambiente e Energia Bruno Coimbra, exonerado a seu pedido este mês, foi eleito presidente do Conselho de Administração da Águas do Douro e Paiva, sucedendo a António Borges, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado, a empresa que gere o sistema multimunicipal de abastecimento de água ao Grande Porto, servindo 22 municípios e 1,8 milhões de pessoas, dá conta da nova composição da administração, presidida pelo ex-deputado do Partido Social Democrata.
Bruno Coimbra é formado em Engenharia do Ambiente, pela Universidade de Aveiro, foi deputado entre 2011 e 2024, presidiu o grupo de trabalho para a Lei de Bases do Clima e, no privado, trabalhou em empresas como a Teixeira Duarte, a Pragosa ou a SUMA.
“Este Conselho de Administração assume esta missão com um profundo sentido de responsabilidade e de serviço público. Este ciclo será marcado pelo reforço da resiliência dos nossos sistemas, pelo investimento na inovação, pela gestão inteligente do sistema de abastecimento e pela capacidade de antecipar e responder a contextos cada vez mais exigentes”, afirmou o novo líder, citado em comunicado.
Na Águas do Douro e Paiva, para o ciclo 2026-2028, vai ser acompanhado por Fernando Vasconcelos, como vice-presidente executivo, e pela vogal executiva Mariana Ferreira Macedo, advogada e empresária que foi vereadora sem pelouro do PSD na Câmara do Porto entre 2021 e 2025, e integra o Conselho Nacional dos sociais-democratas.
Com cargos não-executivos ficam os administradores António Bragança Fernandes, antigo presidente da Câmara da Maia, e Joana Felício, antiga vice-presidente em Matosinhos.
Um dos assuntos que a nova direção terá em mãos é o alargamento deste sistema à região de Viseu, em que está a ser avaliada uma providência cautelar apresentada pela Câmara de Mangualde no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu. A providência pede a suspensão do alargamento do sistema multimunicipal gerido pelas Águas do Douro e Paiva ao sistema de Fagilde.
A autarquia, presidida pelo socialista Marco Almeida, tinha apresentado uma providência cautelar para suspender a eficácia da deliberação da Assembleia Municipal de Viseu de 30 de junho do ano passado, que aprovou a adesão ao sistema multimunicipal.
Desde que Fernando Ruas (PSD) tomou posse como então presidente da Câmara de Viseu, em 2021, que defendia o alargamento do sistema, que na opinião do ex-autarca, permitirá resolver o abastecimento de água “em alta” ao concelho e à região e com uma “solução mais barata”.
O atual presidente da Câmara de Viseu, o socialista João Azevedo, diz que está à espera dos resultados da providência cautelar.