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Two men sit at a polished wooden conference table in a historic room; one in a suit and the other in a uniform, with a large colorful presentation screen to the left.
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PS exige medidas para travar risco de extinção da maçã Bravo de Esmolfe

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13.04.26
fotografia: Jornal do Centro
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13.04.26
Fotografia: Jornal do Centro
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 PS exige medidas para travar risco de extinção da maçã Bravo de Esmolfe

Deputados do PS eleitos pela região Centro pediram ao Governo medidas de apoio à maçã Bravo de Esmolfe para travar o “risco de extinção” dessa fruta autóctone da Beira Alta.

“A maçã Bravo de Esmolfe é muito mais do que um produto agrícola. É um símbolo do interior do país, da identidade da Beira Alta e do potencial que Portugal tem para produzir com qualidade e diferenciação”, defenderam os deputados.

Numa pergunta dirigida ao Ministro da Agricultura, deputados socialistas eleitos pelos círculos eleitorais de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco – distritos abrangidos pela certificação da Maçã Bravo de Esmolfe como Denominação de Origem Protegida (DOP) – pediram “medidas urgentes que travem o risco da sua extinção”.

Os deputados realçaram que este produto “preserva variedades tradicionais e promove agricultura adaptada ao território, inclusive associado a turismo gastronómico e rural”.

Atualmente, tem “elevada e crescente procura, no mercado ‘gourmet’, nos consumidores que valorizam produtos tradicionais e na exportação, com valor no mercado, mas com uma produção limitada, envelhecimento dos produtores e dificuldades claras na sua expansão”.

Os deputados questionaram o Governo sobre as medidas que pretende implementar para aumentar a produção dessa variedade de fruta, “tendo em conta os custos elevados e a sua menor produtividade face a outras maçãs mais intensivas”.

“Como pensa atrair novos produtores, em particular jovens agricultores, para uma cultura que demora anos a dar retorno? Estão previstos apoios específicos para a instalação e manutenção destes pomares?”, questionaram.

Os deputados querem ainda saber “que estratégia existe para valorizar melhor” esta fruta e como “pretende o Governo garantir que os produtores recebem um preço justo e que a cadeia de valor não penaliza quem produz”.

“Quer o Governo que este produto continue a ser apenas um nicho, ou pretende transformá-lo num verdadeiro motor de desenvolvimento para o interior? Esta não é apenas uma questão agrícola”, defenderam.

É também “uma questão de coesão territorial, uma vez que produtos como a Bravo de Esmolfe ajudam a fixar população, a dinamizar economias locais e a preservar património agrícola único”.

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