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Deputados do PS eleitos pela região Centro pediram ao Governo medidas de apoio à maçã Bravo de Esmolfe para travar o “risco de extinção” dessa fruta autóctone da Beira Alta.
“A maçã Bravo de Esmolfe é muito mais do que um produto agrícola. É um símbolo do interior do país, da identidade da Beira Alta e do potencial que Portugal tem para produzir com qualidade e diferenciação”, defenderam os deputados.
Numa pergunta dirigida ao Ministro da Agricultura, deputados socialistas eleitos pelos círculos eleitorais de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco – distritos abrangidos pela certificação da Maçã Bravo de Esmolfe como Denominação de Origem Protegida (DOP) – pediram “medidas urgentes que travem o risco da sua extinção”.
Os deputados realçaram que este produto “preserva variedades tradicionais e promove agricultura adaptada ao território, inclusive associado a turismo gastronómico e rural”.
Atualmente, tem “elevada e crescente procura, no mercado ‘gourmet’, nos consumidores que valorizam produtos tradicionais e na exportação, com valor no mercado, mas com uma produção limitada, envelhecimento dos produtores e dificuldades claras na sua expansão”.
Os deputados questionaram o Governo sobre as medidas que pretende implementar para aumentar a produção dessa variedade de fruta, “tendo em conta os custos elevados e a sua menor produtividade face a outras maçãs mais intensivas”.
“Como pensa atrair novos produtores, em particular jovens agricultores, para uma cultura que demora anos a dar retorno? Estão previstos apoios específicos para a instalação e manutenção destes pomares?”, questionaram.
Os deputados querem ainda saber “que estratégia existe para valorizar melhor” esta fruta e como “pretende o Governo garantir que os produtores recebem um preço justo e que a cadeia de valor não penaliza quem produz”.
“Quer o Governo que este produto continue a ser apenas um nicho, ou pretende transformá-lo num verdadeiro motor de desenvolvimento para o interior? Esta não é apenas uma questão agrícola”, defenderam.
É também “uma questão de coesão territorial, uma vez que produtos como a Bravo de Esmolfe ajudam a fixar população, a dinamizar economias locais e a preservar património agrícola único”.