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A “Rota da cereja” é uma iniciativa da Câmara Municipal de Resende em parceria com a Comboios de Portugal (CP) para levar pessoas ao concelho e promover um dos seus “melhores produtos” endógenos, anunciaram hoje os promotores.
“É aliar o transporte ferroviário à descoberta do território de Resende. E é um protocolo fundamental, porque todos sabem que temos grandes dificuldades de acessibilidade pelas redes viárias para chegar a Resende e, desta forma, além da divulgação numa empresa como a CP, também é mais fácil para as pessoas que não precisam de vir de carro”, assumiu o presidente da Câmara de Resende, Fernando Silvério.
O autarca falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura de um protocolo com a CP a propósito da criação da “Rota da cereja”, que a Câmara criou com a empresa portuguesa de comboios.
“Este tipo de oferta por parte da CP só faz sentido porque traz pessoas a Resende e aos locais – e pela via ferroviária, que é a que nos interessa. E acima de tudo é o transporte de pessoas que vão viver momentos felizes e isso é o mais importante”, defendeu João Claro.
O administrador da CP adiantou que “há já 52 passageiros para o dia 30 e outros tantos para 31 de maio, a saírem da Estação da Campanhã, com paragem na Estação da Ermida”.
A Câmara de Resende assegura o transporte até à vila e o regresso ao final do dia.
Segundo João Claro, estes passageiros vão viajar numa carruagem especialmente dedicada, que é acrescentada ao comboio só para esta rota.
Este protocolo é, também, na esperança do autarca, “motivo para criar protocolos futuros” para levar pessoas a Resende para “degustar as cerejas e as cavacas, mas também para conhecer o território, porque Resende é muito mais do que as cerejas”.
“Que venham pela cereja, mas que tenham vontade de voltar para conhecer melhor o nosso território e desfrutar das nossas paisagens, da nossa gastronomia e do nosso património, e que saibam aproveitar o que o concelho tem de bom”, disse o autarca.
Sobre futuras rotas ou parcerias, o administrador da CP admitiu que “há sempre essa possibilidade de explorar outras potenciais épocas para desenvolver outras rotas” ao longo do ano.
Esta “Rota da cereja”, segundo os responsáveis, “alia o transporte ferroviário ao turismo em Resende, dando a conhecer um dos melhores produtos endógenos” do concelho, assim como “as tradições e identidade” do território, além de “promover a circulação em comboio”.
“Este ano, o festival terá um cortejo diferente, em vez das freguesias, optámos por colocar as crianças dos nossos centros escolares a desfilarem. Terá certamente outro brilho e carinho especial ao evento. Teremos também uma praça específica para a restauração, ficando num só espaço esse serviço”, especificou o presidente.
Do programa que os passageiros da CP vão desfrutar, anunciou o autarca, está a visita ao Festival da Cereja, no centro da vila, “almoço num restaurante do concelho, e deslocações a locais de interesse como São Martinho de Mouros, a Imaculada Conceição e o seu miradouro, o Centro Interpretativo da Cereja e ainda a uma quinta para degustação do fruto e prova de vinhos”.
“Um investimento da nossa parte que não é significativo, o retorno é muito superior, porque nós fazemos o ‘transfer’ e temos os nossos técnicos que vão acompanhar e guiar as visitas e dar a conhecer o concelho”, adiantou Fernando Silvério.