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A Comunidade Intermunicipal (CIM) e a Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão-Lafões assinaram hoje um protocolo para alargar o projeto-piloto, já experimentado em 63 pessoas, que permite telemonitorizar através de tecnologia 5G, cidadãos em situação vulnerável.
Segundo o secretário executivo da CIM Viseu Dão-Lafões, Nuno Martinho, o projeto-piloto, “Telemonitorização de pessoas idosas e doentes crónicos com 5G”, arrancou há cerca de ano e meio e, desde então, 63 pessoas foram abrangidas.
Os dados apresentados hoje indicam que, entre fevereiro e junho deste ano foram realizadas 17.944 medições, 1.848 alertas geridos e criados 1.099 casos clínicos e que o nível de adesão por parte dos utentes foi superior a 90%.
Direcionado a pessoas “em situação vulnerável, sobretudo em zonas de baixa densidade populacional”, o projeto chegou a “doentes acompanhados pela ULS, adultos mais velhos acompanhados pelas instituições particulares de solidariedade social [IPSS] e profissionais de saúde e da ação social”.
O projeto-piloto teve um investimento de 149 mil euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e contou com seis parceiros, entre os quais a CIM, a ULS, o Centro Distrital do Instituto de Segurança Social e operadores de comunicação.
Segundo Nuno Martinho, o investimento total engloba “62 mil euros em equipamentos de telemonitorização”. como relógios inteligentes, oxímetros, tensiómetros, termómetros, balanças digitais, glicómetros, pulseiras SOS com deteção de quedas e tablets com conectividade 5G, que “permitem a recolha remota e contínua de dados clínicos”.
“Ao contrário do que é habitual, apresentamos o projeto já com resultados concretos o que nos permite avançar com mais confiança com este protocolo para alargar a outras patologias e alargar à região e fora da região”, anunciou Nuno Martinho.
Uma experiência que, segundo Nuno Martinho, colocou a CIM Viseu Dão-Lafões “a liderar um projeto europeu nesta área” e cuja experiência permitiu “testar soluções tecnológicas baseadas em 5G em contexto real”.
Este projeto tem como principais objetivos “melhorar o acesso aos cuidados de saúde, reduzindo deslocações; garantir acompanhamento contínuo e preventivo; reforçar a articulação entre os setores da saúde e social; e promover o envelhecimento ativo e a autonomia dos utentes”.
Nuno Martinho indicou ainda que a CIM pretende “aumentar a eficiência dos serviços de saúde e reduzir internamentos evitáveis” assim como “produzir conhecimento que apoie futuras políticas públicas de saúde digital e coesão territorial”.
Para o presidente do conselho de administração da ULS Viseu Dão-Lafões, António Sequeira, “independentemente de existir financiamento, serão feitos todos os esforços para estar em projetos como este”.
“Desde que o foco esteja na aproximação de cuidados, seja da área hospitalar ou dos cuidados de saúde primários, mas sempre em prol da nossa população”, assumiu António Sequeira.
Para o presidente da CIM, este projeto “é o melhor exemplo a dar daquilo que é o trabalho em rede com a saúde, com a ação social, com os municípios em prol da sociedade, num trabalho de proximidade”.
“Estamos bem atentos às nossas debilidades territoriais – e o social e a saúde são fundamentais -, e o envelhecimento da população obriga-nos a ter projetos desta natureza e naturalmente a CIM está de parabéns”, realçou João Azevedo.
Nesta fase piloto participaram a Santa Casa da Misericórdia de Tondela, a Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, a Fundação Elísio Ferreira Afonso (Sátão) e o Centro Social e Cultural de Orgens (Viseu).