No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O Barrelas Summer Fest arranca esta sexta-feira, no Estádio Municipal de Vila Nova de Paiva, para dois dias de música que reúnem artistas nacionais e internacionais, numa edição que a organização pretende afirmar como mais um passo na consolidação do festival.
A terceira edição do evento decorre até sábado e volta a disponibilizar campismo gratuito para os festivaleiros.
Esta sexta-feira, sobem ao palco os Supernova (18:30), Xutos & Pontapés (20:15), os finlandeses Apocalyptica (22:15), os australianos Jet (00:00) e Calle del Ruido (01:45).
No sábado, o alinhamento integra Glockenwise (18:00), Linda Martini (19:30), os belgas dEUS (21:00), os britânicos Morcheeba (22:45), Slow J (00:30) e Ena Pá 2000 (02:00).
Em entrevista ao Jornal do Centro, o presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, Paulo Marques, disse pretender afirmar o Barrelas Summer Fest como um dos principais festivais de música do país, considerando que, apesar de ainda estar numa fase de consolidação, o evento já representa uma marca para o concelho e para a região.
“Espero a consolidação da marca, do território e da experiência. São esses os três vetores mais importantes”, afirmou.
Embora reconheça que um festival com apenas três edições “dificilmente estará completamente consolidado”, o autarca considera que o Barrelas está “a caminhar a passos largos” para se afirmar como “o maior evento cultural da região Centro”.
Para Paulo Marques, a aposta na cultura é também uma estratégia de desenvolvimento do interior do país, defendendo que o impacto do festival ultrapassa os dois dias de concertos.
“São dois dias em que há muito movimento pelas ruas, os nossos comércios conseguem fazer um bom negócio e fica, acima de tudo, o orgulho de conseguirmos fazer um festival ao nível de muitos dos bons festivais deste país”, disse.
O presidente da Câmara rejeitou ainda as críticas relacionadas com os custos da iniciativa, defendendo que a avaliação deve ter em conta o retorno económico e social para o território.
“Quem fala de prejuízo pensa pequenino. Nós não viemos para ajudar ao definhamento do concelho. Viemos para o reanimar, para o tornar vivo outra vez”, sustentou.
Paulo Marques frisou também que o Barrelas é “um festival de música” e não uma simples festa de verão, assumindo a ambição de o ver comparado, no futuro, a eventos como Vilar de Mouros ou Paredes de Coura.
Segundo o autarca, a exclusividade de alguns artistas integra a estratégia para diferenciar o festival de outros eventos do género.
“Queremos dar passos para afirmar o nosso festival e a exclusividade das bandas faz parte desse caminho”, afirmou.
Paulo Marques revelou ainda que a organização já está a preparar a edição de 2027, garantindo a continuidade de um projeto que considera estratégico para a afirmação cultural e turística de Vila Nova de Paiva e da região.