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O presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, Paulo Marques, quer afirmar o Barrelas Fest como um dos principais festivais de música do país, considerando que o evento, na terceira edição, está ainda em fase de consolidação, mas já representa uma marca para o concelho e para a região. O Festival arranca esta sexta-feira para dois dias de música a acontecer no estádio de Vila Nova de Paiva.
Em entrevista ao Jornal do Centro, o autarca defendeu que o festival deve crescer de forma sustentada e com uma identidade própria. “Espero a consolidação da marca, do território e da experiência. São esses os três vetores mais importantes”, afirmou.
Embora reconheça que um festival com apenas três edições “dificilmente estará completamente consolidado”, Paulo Marques acredita que o Barrelas está “a caminhar a passos largos” para se afirmar como “o maior evento cultural da região Centro”.
Para o autarca, a aposta na cultura constitui uma estratégia de desenvolvimento do interior do país. Segundo Paulo Marques, o impacto do festival vai além dos dois dias de concertos.
“São dois dias em que há muito movimento pelas ruas, os nossos comércios conseguem fazer um bom negócio e fica, acima de tudo, o orgulho de conseguirmos fazer um festival ao nível de muitos dos bons festivais deste país”, afirmou.
Paulo Marques rejeitou igualmente as críticas relacionadas com os custos da iniciativa, defendendo que a análise deve ter em conta o impacto global do festival no território.
“Quem fala de prejuízo pensa pequenino. Nós não viemos para ajudar ao definhamento do concelho. Viemos para o reanimar, para o tornar vivo outra vez”, sustentou.
O autarca frisou ainda que o Barrelas é um “festival de música” e não uma simples festa de verão, assumindo a ambição de, no futuro, o ver comparado a eventos de referência nacional, como Vilar de Mouros ou Paredes de Coura.
Para esta edição, o cartaz inclui bandas internacionais como dEUS, Morcheeba, Jet e Apocalyptica, todas a atuar em exclusivo no Barrelas Fest, além de nomes nacionais como Slow J, Xutos & Pontapés e Ena Pá 2000, entre outros.
Segundo Paulo Marques, a exclusividade de alguns artistas faz parte da estratégia para diferenciar o Barrelas de outros festivais.
“Queremos dar passos para afirmar o nosso festival e a exclusividade das bandas faz parte desse caminho”, reforçou.
O presidente da Câmara revelou ainda que a organização já está a preparar a edição de 2027 e garantiu que o projeto terá continuidade durante os próximos anos.