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Aristides de Sousa Mendes, Carregal do Sal
Nascido a julho de 1885, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Aristides de Sousa Mendes licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Mais tarde, promoveu os interesses e valores de Portugal estando encarregue de várias delegações consulares, como Zanzibar, Guiana Britânica, Brasil, Estados Unidos da América, Luxemburgo ou Espanha. Antes do começo da Segunda Guerra Mundial, em 1938, foi eleito cônsul em Bordéus, na França.
Em 1940, após o encontro com o rabino Kruger, fugitivo da Polónia, Aristides assegurou-lhe que ao falar com o governo de Salazar, iria conseguir remover o mandado de suspensões de vistos. No dia seguinte, viu o seu pedido negado. A partir desse momento, o cônsul emitiu vistos sem distinção de “raça ou religião”, contrariando as ordens vindas de Lisboa. Aristides teve assim um grande papel na história portuguesa.
D. Afonso Henriques, Resende
O primeiro rei de Portugal está associado ao concelho de Resende devido à lenda da cura do Infante. A história retrata o aparecimento de Nossa Senhora de Cárquere em sonhos a Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques, onde garantiu a cura da malformação das pernas de Afonso Henriques. Para o milagre acontecer, o futuro rei teria que se deslocar com devoção a Cárquere e o aio precisaria de colocar Afonso Henriques em cima do altar, fazendo uma vigília. A fundação do Mosteiro de Santa Maria de Cárquere, situado em Resende, ficou assim atribuída a Egas Moniz devido ao milagre da cura da malformação das pernas do rei português.
D. Duarte, Viseu
Nascido a outubro de 1391, em Viseu, D. Duarte, foi o segundo rei da dinastia de Avis durante um reinado de 5 anos (1433-1438), fruto do casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre.
D. Duarte impulsionou medidas de centralização do poder régio e aumentou a exploração da costa ocidental africana, onde ultrapassou o Cabo Bojador em 1434. O desastre de Tânger, em 1437, e a captura do seu irmão D. Fernando que acabou por falecer em cativeiro, marcaram também o seu curto reinado.
Dono de uma biblioteca pessoal, o segundo rei da dinastia de Avis elaborou obras como “O Leal Conselheiro”. Junto ao Adro da Sé, uma das mais antigas praças de Viseu, foi batizada com o nome do rei português.
O “Magriço”, Penedono
Membro de uma das famílias mais notáveis de Portugal, Álvaro Gonçalves Coutinho, conhecido por “magriço”, nasceu no castelo de Penedono, no concelho de Penedono. A sua alcunha foi originada pela sua figura física magra e débil.
Em 1401, com a revisão do acordo de Paz entre Portugal e Castela, Álvaro integrou a elite de cavaleiros do rei. Viveu um amor proibido com Isabel de Castro, filha de D. Pedro Castro, devido à discordância da família Castro.
O “magriço” fez parte da corte da Borgonha, uma das maiores e notáveis cortes da Europa, durante alguns anos, a partir de 1411. Os adversários reconheciam-no como o mais destemido dos cavaleiros, onde sempre cumpriu, mesmo quando não ganhava, o ofício da cavalaria de forma leal e rigorosa.