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A Volta a Portugal mas… nos bastidores

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
07.09.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
07.09.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 A Volta a Portugal mas… nos bastidores

Depois de uma edição encurtada devido à pandemia da Covid-19, a Volta a Portugal está de regresso aos moldes habituais e, este ano, o entretenimento está certamente garantido, com a 82ª edição da prova a pautar-se pelas etapas montanhosas.

Apesar dos ciclistas serem os principais protagonistas deste espetáculo, que este ano volta a ter o público a assistir, existe todo um staff nos bastidores. Desde massagistas a mecânicos, todos têm um papel fundamental para que os corredores possam competir nas melhores condições possíveis.

Gaspar Silva, um dos três massagistas da Tavfer Measindot Mortágua, explica que “têm uma das partes mais importantes na recuperação dos ciclistas”. No entanto, e ao contrário do que as pessoas pensam, essa importância “não é só na parte da massagem”.

“As pessoas entendem massagista como só saber fazer massagem, mas nós também estamos responsáveis por toda a parte alimentar dos ciclistas. Somos nós que controlamos tudo aquilo que eles comem, o que devem e não devem comer a tempo e horas”, diz.

O massagista da Tavfer Measindot Mortágua salienta que “as refeições têm de estar mediante aquilo que eles gostam e que é o mais adequado para as etapas em questão”, pois as características do traçado têm influência direta na alimentação dos ciclistas.

Também durante a prova, nos abastecimentos que são dados aos corredores, tudo é pensado ao mais ínfimo pormenor. Para além daquilo que os atletas levam consigo à partida, Gaspar Silva explica que procuram sempre “pôr algo fresco” nos sacos de abastecimento.

“No caso, levo sempre uma coca-cola mini fresca, que eles gostam de beber se tiver calor. Tem também um bidão de água, normalmente, fresco que evita que eles depois se desloquem ao carro”, conta.

Para além do reforço líquido, Gaspar Silva revela que tentam “sempre por um miminho diferente no saco do abastecimento”, que às vezes os ciclistas “não estão a contar e têm uma surpresa agradável”.

“Pode ser um salame de chocolate, um brownie de chocolate, uma coisa assim diferente. Depois os géis e barras nós vamos variando mediante dia para dia para não ser sempre igual. Também colocamos aletria toda feita por nós. As pessoas não sabem, mas eles também comem arroz que a gente faz, é quase como se fosse um doce. É preparado para ser embalado para eles comerem durante a etapa”, desvenda.

Quanto à questão da recuperação física, Gaspar Silva conta que “começa mal chegam à caravana”, onde têm comida proteica pronta a comer, “para começar a recuperação muscular na base da proteína”.

O massagista explica que a hora a que as etapas, por norma, terminam, torna todo o processo mais “desgastante”, uma vez que ainda têm de fazer a ligação para o ponto de partida da etapa seguinte.

“Depois, quando chegarmos ao hotel, já está tudo montado por um dos massagistas e começamos logo a massajar. Estamos cerca de 40 a 45 minutos com cada ciclista. No dia de descanso fazemos uma revisão geral, desde costas, pernas, braços, tudo o que fizer falta a cada atleta, para estarem na máxima força”, assume.

Para além dos massagistas, também os mecânicos são essenciais para que nada falte aos ciclistas no momento de pedalar. Hélder Silva, um dos mecânicos da Tavfer Measindot Mortágua, admite que, mais que noutras provas, na Volta a Portugal “nada pode falhar, nem uma fita mal posta no guiador”.

“O trabalho que a gente temos é a nível de lavagem, afinar e lubrificar [as bicicletas]. Temos de estar a pequenos pormenores de uma avaria de uma bicicleta com o apoio dos atletas, que chegam das etapas e que nos dizem quais são os problemas que têm”, explica.

O processo de lavagem, afinação e lubrificação repete-se todos os dias, no final de cada etapa, “para que não falte nada, para eles irem para cima dela e pedalar para fazerem o trabalhinho deles”.

À semelhança da alimentação, também as bicicletas são adaptadas aos vários tipos de etapas e também a cada ciclista. Para isso, cada atleta “faz um fit”, ou seja, um teste para que as medidas do selim e do guiador estejam todas adequadas ao ciclista.

Isto serve para prevenir o desconforto físico ao longo das provas, lembrando que os ciclistas chegam a pedalar mais de cinco horas seguidas. As etapas de contrarrelógio, que exigem uma posição diferente do ciclista em cima da bicicleta, são aquelas em que um pequeno pormenor pode deitar tempo a perder.

“A nível de pressão que há nos pneus, a escolha entre próprias rodas”, tudo isso conta para que o desfecho seja o mais positivo possível. Hélder Silva admite que não pode “haver uma falha de um aperto de um parafuso, de um guiador que baixe, de um selim que baixe”.

“Nada disso pode falhar porque pode originar a perda de segundos. Numa prova de contrarrelógio, onde é tudo definido a segundos e a milésimos, não pode haver mesmo falha nenhuma”, afirma.

O mecânico da Tavfer Measindot Mortágua recorda um dos episódios mais marcantes, onde ajudou um ciclista a vencer uma etapa, com uma reparação no mínimo insólita.

“O problema nem fazia parte da bicicleta. Foi um atleta que rebentou o sapato e, ele cima da bicicleta e eu dentro do carro, agarrei em dois zips e em fita isoladora, atei-lhe o pé e ele ganhou a etapa nesse dia”, recorda.

Para além dos mecânicos alocados a cada uma das equipas, existem também os mecânicos neutros, que pertencem à organização da prova, como é o caso de José Rosa, ex-ciclista profissional natural de Mangualde, que já desempenhou este papel.

“Há situações em que há uma fuga e os carros de apoio não podem passar para a frente. Quando os ciclistas estão com 20 ou 30 segundos de vantagem, os carros não vão passar para trás dos ciclistas porque ficaria entre a fuga e a cabeça de pelotão, e isso iria gerar uma grande confusão. É aí que entra o apoio neutro da prova”, explica.

A 82ª Volta a Portugal arrancou na passa quarta-feira (4 agosto) e vai estar na estrada até 15 de agosto, dia em que a maior prova do ciclismo nacional termina em Viseu, com um contrarrelógio individual.

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