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Home » Notícias » Colunistas » ‘Construam-me, porra!’

‘Construam-me, porra!’

 A falha silenciosa do modelo económico territorial português
19.02.22
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1. Em 1 de Fevereiro, no último dia do prazo, o governo enviou para Bruxelas o pedido da criação de mais duas regiões em Portugal. Se a UE aceitar, o país passará a ter sete para cálculo de fundos comunitários: as já existentes Norte, Centro, Alentejo, Algarve e Lisboa, mais as duas novas: Ribatejo e Oeste e Península de Setúbal.
Como se vê, a região mais rica do país, a Área Metropolitana de Lisboa (AML), é partida em três. Para quê isto? Qual é o racional? Mais jobs para boys? A regionalização que os partidos andam a cozinhar para o continente já não vai ser com cinco NUTS II mas com estas sete?
Percebe-se o que o governo quer com este complicómetro: quando já não lhe for possível afectar dinheiros europeus da coesão à AML — que tem um poder de compra 22% acima da média do país —, lá irão escorrer esses dinheiros para aquelas duas regiões acabadinhas de parir, um pouco menos ricas, mas proximinhas dos amigos da capital.
E para o interior não vai nada, nada, nada? Claro que sim! Minas de lítio.

2. Como é sabido, em 2017, tivemos uma seca tremenda que obrigou a barragem de Fagilde-Viseu a ser abastecida com camiões-cisterna.
Passaram cinco anos. Nada foi feito. Este inverno está a ser particularmente seco. Se não chover a sério em Março e Abril, vamos ter sarilhos mil.
O sul do distrito de Viseu tem duas importantes bacias hidrográficas — a do Vouga e a do Mondego. Contudo, em vez de procurarem soluções naqueles rios e respectivos afluentes, os presidentes das câmaras de Viseu, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e Sátão parecem inclinar-se para a importação de água do norte, usando a rede da Águas do Douro e Paiva. Pelo que se tem ouvido ao dr. Ruas, ele ainda está em cogitação, a avaliar, a ouvir os técnicos e os boys daquela empresa pública do norte.
Quanto à necessária nova barragem, a jusante da que agora está ao serviço em Fagilde, ou outra em outro rio, também não há ainda nada preto no branco. Durante os últimos cinco anos, só tivemos conversa fiada, jogo do empurra e promessas vagas de estudos e protocolos.
Estamos pior do que os alentejanos em 1994. Nem sabemos bem onde é que podemos ir fazer um graffiti igual ao que eles puseram em Alqueva.

 A falha silenciosa do modelo económico territorial português

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