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O Viseu 2001 mostra-se desagradado com a ida das equipas feminina e da formação do clube para o Pavilhão do Fontelo. Até agora todos os treinos da formação do Viseu 2001 e da equipa feminina do clube decorriam no Pavilhão Cidade de Viseu.
A decisão foi tomada pela Câmara de Viseu depois de a equipa de andebol do Académico de Viseu ter visto a Federação Portuguesa de Andebol “chumbar” o Pavilhão do Fontelo por falta de iluminação suficiente para as transmissões televisivas e por ter apenas uma bancada para os adeptos assistirem aos jogos.
Tal decisão da Federação fez o município de Viseu dar prioridade ao andebol do Académico de Viseu que este ano subiu à Primeira Divisão da modalidade. A tomada de posição municipal é criticada pelo Viseu 2001.
Diz o clube que “existem vários pavilhões iguais aos do Fontelo que já foram usados por equipas na primeira divisão, no ano passado e que vão ser usados na presente época” e acrescenta que “o executivo gastou mais de um milhão de euros no único Pavilhão Municipal do Fontelo e é insultuoso para os viseenses um investimento desta natureza não permitir a utilização de um Pavilhão de Andebol na primeira divisão”.
O Viseu 2001 diz ainda que está “deveras desagradado” com a mudança dos escalões de formação e equipa feminina para o Pavilhão do Fontelo” porque, argumenta, “a nossa identidade está no Cidade de Viseu, tal como toda a nossa logística” e que “esta decisão representa um retrocesso de anos no desenvolvimento do clube”.
Os viseenses referem que o Pavilhão do Fontelo “não é passível de ser utilizado em muitos momentos no Outono, Inverno e primavera por uma simples razão – há infiltrações e condensações que motivaram a recusa do Viseu 2001 em treinar em tal pavilhão” e assinala que “nas últimas utilizações três jogadores da equipa sénior lesionaram-se no aquecimento, uma atleta do futsal adaptado também se lesionou, tal como outros atletas de escalões de formação”.
“Entendemos a teia em que o Município foi colocado mas sentimos que o Viseu 2001 foi completamente desprezado no presente processo”, refere o clube viseense, acrescentando que não foram “atendidas qualquer uma das nossas sugestões, mesmo depois de termos aceitado todas as imposições do Município que permitiam conciliar o Andebol de primeira divisão sem influenciar o regular funcionamento da nossa instituição”.
O Viseu 2001 entende que a equipa do Académico é “bem-vinda ao Cidade de Viseu”, mas questiona o porquê de os escalões de formação também passarem a treinar naquele pavilhão.
O comunicado oficial termina com o desejo de “maiores felicidades ao Académico” na Primeira Divisão de andebol referindo ser “um motivo de orgulho para os viseenses termos equipas a representar a cidade nos mais elevados patamares do desporto nacional”, reforçando que “só queremos e vamos certamente ter uma relação cordial e cooperativa com o Académico Andebol”.
O presidente da Câmara de Viseu já veio referir-se ao caso. Fernando Ruas diz que o Viseu 2001 foi “altamente provocador”. “O que a Câmara fez foi o que deveria ter feito. A Câmara tem dois equipamentos que põe à disposição dos clubes e todos querem jogar no mesmo. Se há uma Federação que levanta o problema da utilização de um pavilhão a um clube que milita na 1ª Divisão, a Câmara privilegia que utilize o outro”, assinalou o autarca.
“O Viseu 2001 não nos impõe nada. Chega ao ponto de referir que se um miúdo cair no Pavilhão do Fontelo, trazemos aqui o pai. Já agora! Isso é que era bonito. Por amor de Deus. Eu caí muitas vezes quando jogava à bola. É este tipo de pressão? Este tipo de linguagem está escrita e foi utilizada com o meu antecessor, pela mesma pessoa, o mesmo cargo, o mesmo diretor desportivo”, referiu Fernando Ruas.
O autarca aproveitou para dizer que “o diretor desportivo não dialoga com o presidente da Câmara de Viseu”. “Recebo o presidente do clube quando ele me pedir, com o diretor desportivo, não. Não tenho nenhum assunto para tratar com ele”, reiterou.
O presidente da Câmara de Viseu entende que ” o Viseu 2001 ou qualquer clube, não pode abrir as modalidades que entender e depois a Câmara ter de estar disponível para garantir as instalações que eles próprios não construíram”, acrescentando que “se quiserem autonomia em relação à Câmara, constroem as instalações e utilizam-nas à vontade”.
“Já se quis justificar a descida de divisão por falta de condições”, lembra Ruas. O presidente da Câmara de Viseu entende que “se apurarmos consecutivamente o apoio que a Câmara dá aos clubes é um grande esforço da comunidade e é preciso pôr isso em cima da mesa”. Fernando Ruas assinala que “já ninguém quer utilizar as infraestruturas que não estejam no perímetro periurbano”, recordando “o excelente recinto desportivo de Cavernães”.