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Arranca já na próxima terça-feira (dia 11) a 13.ª edição do festival Vistacurta, em Viseu. Treze curtas-metragens, das quais quatro de produção regional e nove de origem nacional, vão entrar em competição num evento que também terá exposições, encontros com cineastas e a antestreia de um filme que envolve a companhia Dançando com a Diferença.
Até sábado (dia 15), o Teatro Viriato, o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Quinta da Cruz e o Carmo 81 acolherão as várias iniciativas do Vistacurta, organizado pelo Cine Clube de Viseu e que teve este ano um número recorde de inscrições.
Rodrigo Francisco, do Cine Clube de Viseu, disse na apresentação do Vistacurta que o festival se orgulha de ter na competição de curtas-metragens “a primeira linha de algumas das produções mais recentes em Portugal”, inteiramente produzidas em 2021 e 2022.
“Em 2022, tivemos o maior registo de sempre de inscritos. Recebemos mais de 300 inscrições de filmes, o que é um espelho do interesse do tecido de realizadores e produtores de Portugal em competir e acompanhar os filmes”, referiu.
“Misericórdia”, de Gonçalo Loureiro, “Lugares de Ausência”, de Melanie Pereira, “Encontros Perdidos no Tempo”, de José Manuel Fernandes, e “Lições de Memória”, de Francisca Magalhães, estão no grupo da produção local. Estes realizadores são de Oliveira de Frades, Tondela, Viseu e Lamego.
No que respeita à produção nacional, a competição inclui nove filmes, incluindo três de animação: “Luz de Presença”, “Sycorax”, “O que resta”, “La Ermita”, “Polvo”, “Beco do Imaginário”, “Nós”, “Ice Merchants” e “2020: Odisseia no 3º Esquerdo”.
A competição de curtas-metragens, que envolve três mil euros em prémios, é apenas um dos eixos do Vistacurta que, segundo Rodrigo Francisco, contará com a presença dos realizadores convidados Joana Toste (considerada um dos nomes maiores do cinema de animação português), João Botelho (que apresentará “O Jovem Cunhal” na quinta-feira, dia 13), Jorge Jácome e Rui Simões (que traz “No País de Alice” no último dia).
O festival arranca com a apresentação do mais recente filme de João Pedro Rodrigues, “Fogo-Fátuo”, que estreou recentemente nos cinemas depois de ter passado pela Quinzena dos Realizadores de Cannes e pelo Curtas de Vila do Conde.
A antestreia nacional da longa-metragem “Super Natural”, do Jorge Jácome, encerrará o festival. “Esta longa-metragem resulta do cruzamento entre a paisagem da ilha da Madeira e os intérpretes da companhia Dançando com a Diferença”, explicou Rodrigo Francisco.
Outro destaque é a exposição de fotografia “Fluvial”, de Tito Mouraz, que estará patente na Quinta da Cruz a partir deste domingo. O fotógrafo natural de Canas de Senhorim irá abordar nesta mostra os temas da paisagem, da memória, do mito e da natureza com fotografias de praias e aldeias do interior. A exposição ficará patente ao público até janeiro do próximo ano.
Já no Teatro Viriato, o Vistacurta apresenta o espetáculo “Ceci n’est pan un film” da Companhia Paulo Ribeiro na terça, às 15h00, e “O Nascimento da Arte” de António Jorge Gonçalves e Filipe Raposo no sábado, às 16h00.
No final das sessões de cinema, haverá “happy hours” no emDireita. A festa de encerramento do festival terá entrada livre no sábado. Já a dupla de DJ e VJ César Zembla e Nuno Tudela irá atuar no Carmo’81, que também irá acolher a exposição “Guest List”.