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A seleção portuguesa feminina de futebol venceu na última noite a Islândia por 4-1, após prolongamento. A equipa, orientada pelo viseense Francisco Neto, assegurou a presença no ‘play-off’ Intercontinental de qualificação para o Mundial de 2023, a disputar na Austrália e Nova Zelândia.
Carole Costa, de grande penalidade, aos 54 minutos, adiantou Portugal, mas Viggósdóttir, aos 59, empatou para a Islândia e obrigou o jogo a seguir para prolongamento, período em que o combinado luso, em superioridade numérica e com Kika Nazareth endiabrada, fez a diferença.
Diana Silva devolveu a vantagem a Portugal, aos 92 minutos, Tatiana Pinto fez o terceiro, aos 108, e Kika fixou o resultado final, aos 120+1, oferecendo a Portugal o triunfo, que pode valer a presença direta no Mundial, prova no qual Portugal nunca esteve, ou um lugar no ‘play-off’ Intercontinental.
As jogadoras lusas assumiram, desde cedo, as despesas do jogo, promovendo uma circulação que retirava bola ao adversário, mas faltava-lhes, depois, mais presença num ataque, que vivia muito da velocidade e criatividade de Diana Silva e Jéssica Silva.
As duas avançadas participaram na primeira jogada de perigo do encontro, aos 20 minutos, numa triangulação que contou ainda com Carole Costa, mas a guarda-redes nórdica, com uma compleição física impressionante, resolveu.
Quando não era Sugurdardóttir a defender, eram as portuguesas a falhar na finalização, como aconteceu aos 30 minutos, com Jéssica, assistida por Andreia Norton.
A Islândia, que tinha o presidente do país nas bancadas, parecia confortável sem bola, consciente do seu maior poderio físico, o que lhe garantia vantagem nos ‘duelos’ individuais e no jogo aéreo, explorado até nos lançamentos laterais, através da possante lançadora Jónsdóttir.
Seria mesmo de bola parada que as nórdicas ameaçaram o golo, aos 41 minutos, num livre lateral que teve recarga de Jónsdóttir ao ‘ferro’ da baliza de Patrícia Morais.
O combinado luso acentuou o domínio no arranque do segundo tempo, conseguindo uma bola no poste por Tatiana Pinto, aos 52 minutos, dois antes de inaugurar o marcador, por Carole Costa, na conversão de grande penalidade, a castigar carga sobre Jéssica, de que resultou ainda na expulsão da infratora, a lateral esquerda Gunnlaugsdóttir.
Portugal merecia a vantagem, mas um livre lateral, quatro minutos volvidos, devolveu a Islândia ao jogo, num desvio de cabeça ao primeiro poste da central Viggósdóttir.
O golo sofrido foi um duro golpe para o que se passava em campo, mas as portuguesas logo se recompuseram e Jéssica até podia ter evitado o prolongamento, aos 75 minutos, mas imitou o gesto falhado da nórdica Jónsdóttir, aos 72.
Ainda houve ameaça de nova grande penalidade, mas a francesa Frappart voltou atrás com a decisão favorável a Portugal após consulta ao vídeoárbitro.
No prolongamento, Portugal teve Kika Nazareth a pautar o jogo e a fazer a diferença: aos 92 minutos, isolou Diana Silva e avançada do Sporting, com calma olímpica, sentou a guarda-redes e fez um passe à baliza para o segundo golo.
Kika ofereceu o ‘bis’ a Diana Silva, que desperdiçou, participou no lance do terceiro golo, anotado de calcanhar por Tatiana Pinto, aos 108 minutos, e fechou a contagem, aos 120+1, num lance de génio.
“O que dependia de nós era ganhar e conseguimos”
O selecionador Francisco Neto não escondeu o orgulho pelo triunfo das jogadoras portuguesas. Depois da vitória diante da Islândia, o técnico disse que o foco está agora no play-off do Mundial.
“O que paira na minha cabeça é preparar o jogo de fevereiro (do ‘play-off’). O que dependia de nós era ganhar e conseguimos. Agora, estamos focados nesse jogo de fevereiro. O que vier, virá por bem”, afirmou.
Francisco Neto fez ainda o balanço do jogo, considerando que a seleção nacional conseguiu equilibrar o jogo depois do golo da Islândia.
“Mesmo com algum domínio da nossa parte, não tomámos as melhores decisões e tivemos alguma dificuldade. Fomos crescendo na segunda parte, mas, depois do golo [da Islândia], perdemo-nos um pouco e deixámo-nos ir nas transições. Mas equilibrámos, conseguimos estar melhor e, depois de estar em vantagem numérica, explorámos os espaços e conseguimos fazer quatro golos, o que não é fácil a este nível”, disse.