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A Residência Rainha D. Leonor, em Viseu, vai assinalar esta quinta-feira (2 de maio) os 30 anos, com várias iniciativas e a pensar no futuro, com a apresentação de novos projetos. O aniversário é comemorado no dia do nascimento da Rainha D. Leonor, a patrona do lar.
O programa começa às 14h15 com a receção ao bispo de Viseu, D. António Luciano, e aos convidados, seguindo-se a missa presidida pelo prelado às 14h30. Ainda no aniversário, será apresentado a partir das 15h45 um livro sobre a Rainha D. Leonor e as exposições “Armindo Viseu” e “Penteados Africanos”.
O evento irá ainda homenagear os provedores, direção, funcionários, utentes e familiares e é “um momento de encontro e de convívio depois de anos bastante complicados tendo em conta a pandemia”, como explicou o coordenador do lar, José Pedro Gomes.
“Há 30 anos, este era um projeto do então provedor, o engenheiro Engrácia Carrilho, e vamos aproveitar para relembrar muito isso na quinta-feira porque foi um projeto muito à frente do seu tempo, que foi desenvolvido por ele e que aconteceu e se concretizou e nós não podemos esquecer isso”, recorda.
A residência tem uma capacidade para 150 utentes e a procura tem sido muita. Neste 30º aniversário, o responsável diz que é preciso pensar no futuro e que estão a ser preparados alguns projetos para melhorar a estrutura.
José Pedro Gomes revela que são três os projetos. Um estará ligado à eficiência energética, “aproveitando as nossas instalações que são muito grandes e o espaço envolvente, pelo que precisamos de revolucionar a residência também por aí”.
“É uma urgência e um projeto imediato. Já fizemos a candidatura, que está aprovada”, adianta. A residência também vai renovar os seus quartos e suites para “continuarmos a estar à frente nos cuidados a idosos”, acrescenta.
“Em terceiro lugar, aproveitando também a área envolvente, temos agora a ideia de criar uma zona mais ativa e desportiva e estamos a desenvolver parcerias estratégicas com algumas entidades que nos vão ajudar a criar essa zona”, revela ainda José Pedro Gomes.
O coordenador diz que mais de 60 por cento dos utentes da residência são mulheres e mais de 70 por cento dos seniores têm “algum nível de dependência ou pouca autonomia”.
“Temos começado a sentir isso nos últimos anos e os utentes que nos chegam são pessoas que já precisam de um grande apoio. Há muitos anos que não era bem assim e isso cria-nos vários desafios em termos de recursos humanos e de custos”, refere.
O gestor acrescenta que o lar – aberto em 1994 – tem registado uma elevada procura, dado que a residência “já é reconhecida há vários anos e tem a sua marca”. “Todas as pessoas reconhecem os nossos serviços e, de facto, a procura tem sido imensa. E há um conjunto de oportunidades que podemos desenvolver no futuro e percebemos isso porque já não conseguimos dar resposta à procura”, sublinha.
José Pedro Gomes realça ainda o contributo deixado pela Residência Rainha D. Leonor ao longo dos anos, cumprindo “o seu papel na economia social” e não só.
“A residência também é conhecida por ir muito além disso, porque prestou muitos cuidados de saúde, sempre com médicos e enfermeiros durante toda a semana e o serviço de psicologia. Acho que cumprimos mais do que aquilo que era o nosso dever e queremos continuar a estar assim no futuro, inovando nos cuidados e desenvolvendo cada vez mais parcerias”, explica.
A vertente cultural é outra das áreas em que a instituição pretende apostar, com a realização de “exposições culturais”. “Uma delas será sobre Armindo Ribeiro, conhecido por Armindo Viseu. A ideia é que essas iniciativas se tornem um hábito”, frisou.