As Estatísticas Vitais do INE revelam que o número de casamentos celebrados em janeiro de 2024 baixou 7,7% em relação a janeiro de 2023.
Em janeiro de 2024, celebraram-se 1.533 casamentos, número inferior ao registado em dezembro de 2023 (menos 508; -24,9%) e inferior a janeiro de 2023 (menos 127 casamentos; -7,7%)”, indicam os dados.
No total, foram celebrados 36.980 casamentos em 2023, mais 28 do que em 2022. Na região Viseu Dão Lafões, nos dois primeiros meses de 2024, casaram-se 57 pessoas. No ano passado, em igual período, 78 pessoas contraíram o matrimónio. O total, em 2023, foi de 840 uniões. Agosto e setembro são os meses com mais casamentos.
Mas, no município de Viseu, o ano de 2023 foi o que teve mais matrimónios na última década. O casamento civil está à frente do religioso.
O saldo natural da população manteve-se negativo no ano passado (-32.596), embora tenha melhorado, com a região da Grande Lisboa a registar um valor positivo.
“Em 2023, ocorreram 85.699 nados-vivos de mães residentes em Portugal, o que representa um aumento de 2,4% (mais 2.028 crianças), face ao ano anterior”, destacou o INE. Mais de metade das crianças (59,5%) nasceram de pais não casados.
No mesmo ano, morreram 118.295 pessoas residentes em Portugal, o que corresponde a um decréscimo de 4,8% (menos 6.016 óbitos), face a 2022. Registaram-se 210 óbitos de crianças com menos de um ano (menos sete bebés do que em 2022), “o que se reflete numa diminuição da taxa de mortalidade infantil, de 2,6 em 2022 para 2,5 mortes por mil nados vivos em 2023”, sublinhou o INE.
O aumento do número de crianças e a diminuição de óbitos determinaram uma melhoria do saldo natural de -40.640 em 2022 para -32.596 em 2023.
“Esta melhoria foi registada em todas as regiões, com a região da Grande Lisboa a atingir um saldo natural positivo de +461”, especificou a mesma fonte.