Museum display: orange racing suits on the left, a video of a helmeted driver in a car on the screen, and a yellow race car in the foreground.
motards_hospital-10
Athletes stand on a podium: first place in center with green pants and white shirt, holding a certificate and wearing gold medal, flanked by second and third place winners on red/blue outfits; backdrop reads WMAC DAEGU 2026 with flags and sponsor logos.
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
Home » Notícias » Concelho » Viseu » “Blackface” de Marco Mendonça no Viriato para explorar limites do que é ofensivo fazer em palco

“Blackface” de Marco Mendonça no Viriato para explorar limites do que é ofensivo fazer em palco

Espetáculo-performance expõe formas racistas de representação, esta noite, no Teatro Viriato

27.09.24
fotografia: Teatro Viriato
partilhar
27.09.24
Fotografia: Teatro Viriato
Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
pub

Explorar os limites do que é ofensivo fazer em palco traduz “Blackface”, de Marco Mendonça, espetáculo em cena esta sexta-feira (27 de setembro) no Teatro Viriato, em Viseu, que usa a técnica para expor formas racistas de representação.

Ao mesmo tempo, “Blackface” é também “um objeto de entretenimento”, que procura “pôr as pessoas a rir, mesmo com um tema extremamente sério e importante”, num alerta à facilidade com que “todos podemos cair numa ignorância coletiva”, disse à Lusa o seu autor.

“Blackface” ou “Cara negra”, em tradução literal, é um espetáculo-performance sobre a prática com o mesmo nome, que começou a ser usada por brancos, no século XIX, para representar pessoas negras escravizadas, pintando a cara, disse à agència Lusa o ator e encenador, que concebeu a atuação.

A técnica terá “surgido nos Estados Unidos ainda durante o período de escravatura”. A partir do uso da rolha queimada, tinta ou graxa, os brancos pintavam a cara para representar “pessoas negras em contextos de opressão”, observou.

Através daquela técnica, os negros eram sempre representados como “caricaturas, como corpos cómicos, como pessoas imitáveis e risíveis”, frisou.

O espetáculo retoma, pois, o uso dessa técnica, que ainda é utilizada, e tenta “explorar os limites do que é ofensivo para ser feito em cima do palco”, trazendo também um “bocadinho dessa temática para o contexto português”, “quer em termos culturais, quer em termos de entretenimento de massas”, observou.

Ainda “bastante utilizado nos dias de hoje, mais do que aquilo que se possa pensar”, a técnica de pintar a cara para representar pessoas negras continua a ser utilizada quer em programas de televisão, quer em práticas sociais, observou o ator nascido em Moçambique em 1995, e a viver em Lisboa desde 2007.

“Mesmo que seja em jeito de homenagem” continuam a ser “muito recorrentes as formas racistas de representação de corpos negros”, argumentou Março Mendonça, citando a propósito o “Baile dos pretos”, uma tradição existente em Penafiel que só foi “descontinuada” em 2019.

“E porque houve uma grande revolta e um grande sentido de justiça apontado por pessoas que estavam atentas a esse problema, e que fizeram com que depois de muitos avisos e recomendações, o presidente da Câmara de Penafiel acabasse com essa tradição”, indicou.

O uso da técnica ‘blackface’ em práticas de Carnaval ou de Halloween também se mantém.

Face aos diversos eventos em que a técnica foi usada para “retratar os negros como membros inferiores da sociedade”, o ator-performer questiona ainda em palco se “será possível pensar que não há racismo em Portugal”.

“Blackface” é um espetáculo que “pretende ser, acima de tudo, um objeto de entretenimento”, assegurou o ator.

“Antes de ser um objeto de pedagogia ou o que quer que lhe queiramos chamar, é um objeto de entretenimento em que se pretendo fazer rir as pessoas mesmo que seja com um tema extremamente sério e importante”, sublinhou, assegurando fazê-lo desta forma, “à semelhança de como a técnica surgiu”.

O ‘blackface’ surgiu “como uma forma de gozo de pessoas brancas perante pessoas negras e eu tento inverter um bocadinho os papéis no espectáculo”, não sendo este “de julgamento nem de vilanização das pessoas brancas”.

“Não estou no espectáculo a dizer que as pessoas negras são boazinhas e as pessoas brancas são mazinhas, estou simplesmente a dizer que facilmente todos caímos numa ignorância coletiva e se as coisas não forem debatidas, essa ignorância continua e permanece durante várias gerações”, frisou.

O que se pretende neste momento “é que o espaço possa ser de cada vez mais discussões e que essas discussões ajudem a um sistema seja ele político, cultural, artístico, [que seja] mais plural e igualitário”, concluiu.

pub

Outras notícias

pub
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu

Notícias relacionadas

Procurar