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A cultura desportiva em Viseu é, praticamente, nula, lamenta treinador de atletismo

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
25.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
25.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 A cultura desportiva em Viseu é, praticamente, nula, lamenta treinador de atletismo

Como surgiu a ideia de criar uma escola de atletismo com o nome de Carlos Lopes?
Foi simples. A pessoa que se lembrou pela primeira vez de Viseu ter uma escola com este nome, já não está entre nós e custa ainda à cidade falar dele.

Mas Almeida Henriques sugeriu. Aceitaram logo?
Sim, sim. O Carlos aceitou esse repto. O Carlos fez-me a proposta porque estive ligado à escola e à atividade desportiva, à organização de atividades, a várias estruturas do desporto nacional, nomeadamente a Direção Geral de Desportos. Olhei para ele, tinha ao meu lado uma atleta que treinou com ele, pesei as coisas e, efetivamente, acabei por aceitar. E disse-lhe que o nome escola é-me muito grato e muito importante. A escola não é uma mera secção de um clube que trabalha e que obtém resultados. Tem outras condicionantes para além dos resultados. É necessário promover a formação humana dos jovens, como futuros adultos que vão ser.

E porque é que a escola fica ligada ao Lusitano?
Para quem não sabe, o primeiro campeonato nacional ganho pelo Carlos Lopes foi em juniores pelo Lusitano. Ele tem uma relação muitíssimo forte com o Lusitano. Logicamente, teria de ficar ali. Se tivéssemos caminhado no sentido de criar uma estrutura própria tenho a certeza absoluta que ainda andávamos a discutir artigos ou quem é que deveria ou não deveria ser presidente. Chegámos ao pé da direção do Lusitano, fizemos a proposta, elaboramos um documento, demos a conhecer a base, a essência e o objetivo do projeto. E cá estamos. Começámos com três…

E já vão com quantos?
14.

Foi fácil sondar e levar os mais pequenos para o atletismo?
Não foi muito difícil. Fizemos uma sondagem na escola do Viso e na Infante D. Henrique com a presença do Carlos Lopes. Lá vimos os corta-mato, contactámos os mais novos, fomos cativando, apareceram nos treinos, gostaram, quiseram continuar, filiaram-se e os pais também aceitaram as regras do regulamento interno.

Tem algum número de atletas a atingir?
Não. A meta que queremos atingir é colocar Viseu novamente no mapa do atletismo.

A cidade perdeu essa importância porquê?
Isso levar-nos ia a termos uma conversa muitíssimo mais alargada. Mas não perdemos qualidade desportiva. Perdemos sim aquilo que é a prática de desporto. Isto é, perdemos atletas porque a pista [do Fontelo] se foi deteriorando. Focámo-nos numa modalidade. Viseu quer que seja o futebol. Não me oponho a isso, mas temos de ver e apreciar bem o que é que gira à volta de toda a prática desportiva. E que permite que as pessoas de livre vontade ou chamadas possam fazer a prática desportiva, por lazer ou, eventualmente, em competição. A cultura desportiva em Viseu, é praticamente, nula, porque não olhamos ao que se está a passar à volta. Se reparar, já se cruzou variadíssimas vezes por pessoas que, individualmente, estão a fazer atletismo. Quer queiramos quer não, o atletismo é a base de qualquer desporto.

Qual é, para si, o clube de atletismo de referência em Viseu?
O meu. O Viseu e Benfica. Fui anos e anos atleta do Viseu e Benfica. Para mim, pela qualidade de trabalho que faz e fez, número de atletas que sempre teve.

Em que condições vos aparecem os atletas para treinar?
Aparecem sem saber correr. Correm sentados, basicamente. O que lhes faz falta, para que o tal analfabetismo motor desapareça, ou pelo menos seja colmatado, é eles, como nós no nosso tempo, subirem às árvores, saírem, caírem, esfarraparem os joelhos… Faz falta isso. E nós continuávamos a correr.

E porque é que a pista do Fontelo é única?
Foram ali batidos muitos recordes nacionais. Os atletas vinham propositadamente às provas a Viseu porque sabiam que iam bater recordes. É decisivo a disposição da pista. Ela está devidamente protegida de ventos cruzados. Dificilmente haverá uma rajada de vento que vá anular um resultado de um determinado atleta. Eu fiquei perfeitamente boquiaberto quando ouvi que o ideal era tirar dali a pista e fazê-la noutro lugar.

O que sentiu nessa altura?
Uma mágoa de ser viseense que nem imagina. E quem eventualmente pensou isso, não sabe o que é atletismo. Lamento. Se calhar nunca fez prática desportiva nenhuma. Ali é a verdadeira pista de atletismo. Que possa existir dois, três, quatro, seis corredores, uma caixa de saltos, uma zona de lançamentos fora dali, para minorarmos o desgaste da pista, ok. Temos espaço suficiente para isso.

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