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A Educação de um concelho não se gere por números

 Três histórias bem-dispostas
14.03.25
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 A Educação de um concelho não se gere por números

por
Rui Cardoso

Um estudo do EDULOG, vem esta semana passar a informação de que o número de professores existentes está a ser mal gerido pelas escolas e pelo Ministério da Educação. A Educação de um país não se gere por números.

É um atentado contra a igualdade de oportunidades e equidade.

As escolas com turmas com até 15 alunos, embora esteja omisso no relatório, encontram-se no interior do país. No nosso concelho ainda existem algumas. Será justo fechar essas turmas/escolas, deslocar as crianças e “matar” essas aldeias?

O estudo peca por não analisar todas as variantes sociais. Uma criança que tenha que se deslocar para fora do seu ambiente “familiar” para frequentar uma escola, terá o mesmo rendimento escolar?

Num país onde os políticos andam sempre aos zigzags no que diz respeito ao número máximo e mínimo de alunos por turma, vem-se agora culpar a gestão do pessoal docente para encerrar escolas. 

Não me parece que fechar uma escola de 1.º ciclo, no interior do país, vá adiantar alguma coisa para colocar um professor do ensino secundário no Algarve.

O estudo parece-me demasiado simplista e básico para ser levado a sério. Parece-me mais com um puxão de orelhas ao governo e um piscar de olho a vir a puxar as orelhas às autarquias num futuro próximo, por um problema do qual as mesmas não têm culpa nenhuma.

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