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A literatura e a pintura brasileira em mais uma peça Vista Alegre

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04.07.21
fotografia: Jornal do Centro
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04.07.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 A literatura e a pintura brasileira em mais uma peça Vista Alegre

A Vista Alegre já lançou a oitava peça da coleção 1 + 1 = 1 e resulta da parceria entre a escritora brasileira Lygia Fagundes Telles e a artista Maria Bonomi.

Esta coleção surgiu com o objetivo de divulgar e premiar a excelência da produção artística a nível internacional, com a colaboração de reconhecidos autores nas mais diversas áreas culturais.
O livro “A Disciplina do Amor”, da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, editado em 1980, uma combinação de escritos de viagens, lembranças, diários e fragmentos, serviu de mote à criação de uma peça da Vista Alegre, tendo a autora convidado a sua compatriota, a artista visual Maria Bonomi, para interpretar graficamente na peça de porcelana a obra literária.

Desta colaboração inédita que junta dois vultos da cultura brasileira – uma escritora e uma gravadora, escultora, e pintora, reconhecida pelas xilografias, águas fortes e litografias que concebe, resultou a peça “A Disciplina do Amor”, limitada a 555 exemplares e que é comercializada com a oferta do livro homónimo, numa edição especial exclusiva para a Vista Alegre.

Nuno Barra, administrador da Vista Alegre é um entusiasta desta coleção, “por ser inédita, ao reunir artistas de várias áreas, personalidades diferentes e de diversas geografias, mas, acima de tudo, por termos até agora, contado com a prestimosa colaboração de grandes vultos da cultura do nosso país, do Brasil e de Moçambique”.

Desta coleção da Vista Alegre fazem parte nomes nacionais e internacionais.
O livro “O Filho de Mil Homens” de Valter Hugo Mãe deu origem à primeira peça da coleção, tendo o escritor convidado João Vaz de Carvalho para a ilustrar.

Mia Couto, escritor moçambicano, escolheu a sua obra literária “Mar Me Quer” e convidou Roberto Chichorro para a decoração da segunda peça de “1 + 1 = 1”. A estes consagrados artistas naturais de Moçambique.

A terceira peça da coleção assume o título homónimo do livro do versátil escritor Afonso Cruz. Ao escolher seu livro, Enciclopédia da Estória Universal-Arquivos de Dresner, como base para a criação, o autor pediu à ilustradora Maria João Lima que fizesse a interpretação gráfica mais adequada.

Manoel de Oliveira, o imortal realizador português emprestou o seu talento e obra para engrandecer a coleção da Vista Alegre. Com base no seu clássico filme “Aniki Bobó”, surgiu uma peça assinada pelo pintor e designer Manuel Casimiro, filho do cineasta.

A quinta edição, no âmbito da “Coleção 1 + 1 = 1”, reinterpreta a obra “A Viagem do Elefante”, do Prémio Nobel da Literatura de Portugal José Saramago. A David Almeida coube a responsabilidade da interpretação visual do trabalho.

O livro “A Paixão Segundo GH”, da escritora brasileira Clarice Lispector, foi o pretexto para uma releitura gráfica da artista Mariana Valente, sua neta, que ilustra a beleza e complexidade da obra em uma obra selecionada da Vista Alegre.

Rui Reininho também tem o seu nome ligado à coleção. Com base no livro de sua autoria “Chá, Café e Etc.”, uma combinação de escrita e música, que inclui canções inéditas suas e de Armando Teixeira, o vocalista lançou o convite à ilustradora Marta Madureira para a criação da sétima peça da coleção da Vista Alegre.

Sobre a Vista Alegre
A fábrica de porcelana Vista Alegre foi fundada em 1824, em Ílhavo, distrito de Aveiro. Ao longo do seu percurso, de quase dois séculos, a marca esteve sempre intimamente associada à história e à vida cultural portuguesa. Em 2001, o Grupo Vista Alegre (porcelana, faiança e grés) fundiu-se com o Grupo Atlantis (cristal e vidro feitos à mão), dando origem a um dos maiores grupos de “tableware” e “giftware” da Europa: o Grupo Vista Alegre Atlantis., que em 2009 passou a integrar o portefólio de marcas do Grupo Visabeira

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