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O tempo útil de jogo é uma das discussões do momento no futebol português. Este é um tema que recorrentemente é trazido à agenda pelos treinadores de futebol. Um dos últimos foi Sérgio Conceição, técnico do FCPorto que assinalou não se ter jogado na segunda parte no jogo que os dragões perderam em Vila do Conde, diante do Rio Ave por 3-1.”Não me convidem para mais reuniões na Federação para discutir este assunto, estou farto de o dizer e é vergonhoso”, referindo que iria rever o segundo tempo para “saber qual foi o tempo útil de jogo” naquele período. O técnico queixou-se de que houve quebra do ritmo de jogo.
Os adeptos costumam chamar-lhe “queimar tempo”. A verdade é que no site da Liga de Futebol é possível consultar praticamente ao minuto quantos minutos foram efetivamente jogados. E é igualmente verdade que, na Segunda Liga, Académico de Viseu e Tondela têm dos jogos com mais tempo útil de jogo desta época que agora começou.
Mas vamos por partes. A Liga define tempo útil de jogo como “o tempo total de posse de bola em jogo, resultante da soma dos tempos de posse de bola de cada equipa”. O organismo assinala também que a estatística “traduz e reflete o tempo em que a bola está efetivamente em jogo, e é contabilizado quando a bola está ou poderá ter condições de estar em movimento dentro do terreno de jogo, sendo atribuída a uma das duas equipas”.
Posto isto, o encontro onde mais bola houve a rolar incluiu mesmo uma das equipas do distrito. Aconteceu a 6 de agosto quando os viseenses foram jogar ao Seixal, contra o Benfica B. Nesse encontro foram jogados 66,97% dos minutos. A bola esteve em jogo durante 65:26 minutos dos 97:42 que se jogaram. O jogo acabou empatado e o golo da igualdade surgiu no último suspiro dos encarnados neste duelo.
Mas as boas notícias não se ficam por este jogo. É também factual que o terceiro encontro com melhor ranking de tempo de jogo foi o Tondela – Benfica B. De resto, importa salientar que dos três jogos com mais bola a rolar, a equipa B dos encarnados está em todos. No caso, diante do Tondela, esse jogo teve 64,58% de tempo de jogo, o que equivale a que nos 97:22 minutos de jogo, em 62:53 minutos a bola rolou.
Nesta lista, nos 5 melhores exemplos de tempo útil de jogo, há ainda o duelo que opôs Académico de Viseu e Moreirense. Nesse jogo, na segunda jornada da Segunda Liga, no Fontelo jogaram-se 60:33 minutos de um total de 97:39 que o encontro teve. Tais números equivalem a 62,01% de tempo útil de jogo.
Quanto ao jogo entre Académico e Tondela, realizado no sábado, dia 27 de agosto, no Fontelo, está longe dos primeiros lugares nesta estatística. Jogou-se exatamente metade do tempo. Só foram efetivamente jogados 51:32 minutos, nos 102 minutos em que houve jogo. Quer isto dizer que os adeptos pagaram um bilhete inteiro para a bola só rolar em metade do jogo.
Há ainda um mais um dado: nas primeiras quatro jornadas da Segunda Liga, a melhor ronda quando analisamos o tempo útil de jogo foi mesmo a primeira. A menos positiva foi a terceira.
Por ranking de clubes, o Benfica B lidera – o que não espanta pois tem três jogos no top de tempo útil de jogo, o Académico surge em quarto lugar, o Tondela é quinto. Se os adeptos olharem aos treinadores, então Pedro Ribeiro, antigo treinador do Académico é o líder neste tópico.
O técnico que orientou o clube viseense nos primeiros dois jogos do campeonato tem, 64,49% de tempo útil de jogo. Segue-se Luís Castro, treinador do Benfica B, com 63,57%. Tozé Marreco, treinador do Tondela, está em quinto lugar, com 56,29% de minutos de tempo útil de jogo.