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A Associação de Futebol de Viseu atribuiu-lhe o Prémio Carreira na Gala dos 97 anos da Associação. A que sabe este prémio?
Acima de tudo quero agradecer o reconhecimento da Associação de Futebol de Viseu por este percurso. Estou muito grato também a todos os que contribuíram para fazer este percurso. Sem uma grande equipa técnica, um conjunto de diretores e sem jogadores de qualidade, não seria possível atingir o que consegui. Todos contribuíram para um percurso de muito empenho, dedicação e honestidade que eu desejo que não tenha terminado.
Começou no Penalva do Castelo como treinador adjunto e a última experiência como treinador também é no Penalva. É o clube da sua vida?
É. Até comecei antes, mas treinava sem ter a habilitação. Tinha 28 anos e treinava uma equipa de iniciados. O Penalva é o clube que mais vezes treinei. Na altura, era eu, no Penalva, o Paco Fortes no Farense e o Fernando Casaca, no Infesta, os treinadores com mais anos de clube. Tenho mais de 600 jogos nos campeonatos nacionais, acumulava jogos de formação nos sábados e seniores aos domingos. Foi uma vida nisto. Passei por vários clubes, mas o Penalva é o Penalva porque foi onde comecei e o último que treinei e onde consegui o maior sucesso desportivo. Acho que há situações que acontecem e consegui ser campeão distrital de juniores e seniores como jogador e treinador.
Há pelo meio uma passagem pelo Académico de Viseu. Uma passagem curta. Orientou a equipa em dez jogos. Depois foi demitido. Já está sarada essa ferida?
Sim, está tudo resolvido. Eu fui estudar para Viseu, aos 15 anos era sócio do Académico, acompanhei o clube nas subidas de divisão. Fazia parte de um grupo de estudantes que acompanhava os treinos e os jogos. O maior objetivo de um treinador da região é chegar ao Académico de Viseu e eu consegui-o com mérito e trabalho. Acabou por ser num contexto difícil. É verdade. Fui substituir um treinador que subiu de divisão. A minha saída não teve a ver com resultados porque foi-nos pedida a manutenção e estávamos acima disso. Houve um pseudoempresário que se meteu, a querer fazer coisas nas quais eu não concordava. Entendemos que o melhor seria a saída. Não foi consensual, nem amigável. O Académico acabou por subir de divisão e bem. Aliás nunca mais saiu da Segunda Divisão, que é o mínimo que se pede a um clube desta dimensão. O Académico é, ou deveria ser, de Primeira Liga e as pessoas têm de perceber isso. O Académico não é um clube da cidade. É do distrito e da região.
(Para ler na íntegra na edição do Jornal do Centro, já nas bancas)