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O dia 5 de maio, é uma data que foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Confederação Internacional de Parteiras (ICM – International Confederation of Midwives) com o objetivo de salientar a importância do trabalho destes profissionais em todo o mundo na melhoria da qualidade dos cuidados oferecidos às mulheres. Em Portugal, a profissão de parteira é assumida pelos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica.
Ao nível dos cuidados de saúde primários, o trabalho desenvolvido pelos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia é pautado pela interação com a grávida/casal, podendo ser antecipados os medos, a ansiedade e as expectativas que envolvem toda a vivência do trabalho de parto promovendo a humanização do parto.
O conceito de humanização do parto é atualmente bastante diversificado, mas está amplamente relacionado com o respeito pela individualidade das mulheres, colocando-as como protagonistas, capacitando-as para um papel ativo no decorrer de todo o trabalho de parto. No processo de empowerment/capacitação da mulher para o parto, os cursos de preparação para o parto e parentalidade desenvolvidos pelos enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstétrica constituem uma das ferramentas fundamentais para o seu sucesso.
Para Verena Schmid (1999) é a integração e utilização de todos os recursos, quer biológicos, quer sociais (cognitivo, intelectual e tomada de decisão) que levam a um poderoso processo de empoderamento. Para a mesma autora o poder de dar à luz é a capacidade de se entregar ao natural desenvolvimento biológico do trabalho de parto, a capacidade de aliviar a dor, a tensão e a fadiga acumuladas por contrações involuntárias do corpo, aceitando com gratidão e ternura o seu filho. É da competência do Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia: “cuidar da mulher inserida na família e na comunidade durante o trabalho de parto, efectuando o parto em ambiente seguro, no sentido de optimizar a saúde da parturiente e do recém-nascido na sua adaptação à vida extra-uterina e durante o período pós-natal, no sentido de potenciar a saúde da puérpera e do recém-nascido, apoiando o processo de transição e adaptação à parentalidade”. (OE, 2010).
Em suma, os cuidados de saúde prestados nesta área tão nobre de Enfermagem visam empoderar a grávida/casal para a promoção de um nascimento e crescimento saudável das gerações atuais e futuras. Em contexto pandémico, a limitação da acessibilidade de um grande número de grávidas casais aos nossos cuidados foi ultrapassada pela implementação de um projeto inovador (em abril de 2020) de preparação para o parto e parentalidade em formato online.
Isabel Martins e Paula Silva
Enfermeiras Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica