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A Associação Empresarial de Resende (AER) apela ao governo para que haja uma intervenção urgente na EN222, no concelho de Resende, via cortada pelas intempéries de fevereiro.
Em comunicado que foi enviado ao ministro das Infraestruturas, a associação empresarial manifesta preocupação pelo facto de, passados vários meses sobre o deslizamento ocorrido ao quilómetro 115,2 da Estrada Nacional 222, a situação continuar sem resolução.
Segundo a AER, a ausência de intervenção está a causar “fortes constrangimentos” à mobilidade da população e à atividade económica local, agravando o isolamento de um território já marcado por limitações ao nível das acessibilidades.
A associação recorda que Resende é um concelho de baixa densidade populacional, sem vias rápidas de ligação, dependendo exclusivamente de estradas sinuosas para o acesso a serviços essenciais e centros urbanos.
“O corte da EN222 agrava de forma crítica este isolamento”, refere a direção da associação, salientando que residentes, empresários e serviços de saúde são obrigados a recorrer a percursos alternativos “mais longos, mais lentos e mais dispendiosos”.
A preocupação assume particular relevância numa altura em que decorre a campanha da cereja, produto emblemático da região e um dos principais motores da economia local. A AER alerta que agricultores e empresas ligadas à produção e comercialização deste fruto estão a sofrer prejuízos diretos devido ao aumento dos custos de transporte e às dificuldades logísticas.
Na carta dirigida ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, a associação defende que a reparação da EN222 deve ser considerada uma obra prioritária, apelando a uma resposta “célere e eficaz”.
“Não pedimos privilégios. Pedimos equidade. Pedimos que o Estado não agrave, com a sua inação, o isolamento de um território que já tem dificuldades suficientes”, pode ler-se no documento.
A Associação Empresarial de Resende considera ainda que a resolução deste problema é essencial não apenas para garantir a mobilidade e segurança das populações, mas também para proteger a competitividade económica do concelho.