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“Escavar/Scavare” estreia em Viseu antes de seguir para Itália

Espetáculo aborda memória, trauma e tempo e integra o programa Rituais para o Futuro II

 Piranha leva caso de sucesso de Viseu ao palco internacional de Madrid
21.09.25
fotografia: Jornal do Centro
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 Piranha leva caso de sucesso de Viseu ao palco internacional de Madrid
21.09.25
Fotografia: Jornal do Centro
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 “Escavar/Scavare” estreia em Viseu antes de seguir para Itália

O Círculo de Criação Contemporânea de Viseu recebe, entre 24 e 28 de setembro, a estreia absoluta de Escavar/Scavare, texto da dramaturga italiana Letizia Russo, encenado e interpretado por Sónia Barbosa, em parceria com a atriz italiana Giada Prandi. Em novembro, a peça segue em digressão para Itália.

O espetáculo propõe uma viagem à memória e ao confronto com o trauma, tendo como ponto de partida a personagem Joana. “Joana tem algo a fazer. E a primavera é o melhor momento para fazermos o que temos de fazer. Para fazer o que Joana tem de fazer, Joana vai ter de escavar”, lê-se na sinopse. A ação leva o público a um percurso onde “a arqueologia da memória é um ofício perigoso”.

Na conferência de imprensa de apresentação, Sónia Barbosa sublinhou que este projeto nasce de ligações pessoais e profissionais que remontam ao período em que viveu em Itália. “Vivi lá durante sete anos, de 2002 a 2009. Nessa altura, conheci, trabalhei em diversos contextos, e conheci várias pessoas que, neste momento, estão neste projeto”, afirmou.

Entre essas pessoas está Letizia Russo, autora do texto, com quem a encenadora já tinha colaborado anteriormente. “Já há uma relação de trabalho com a Giada, com quem até vivi, partilhei casa nesse período, portanto, é, assim, uma amizade também muito antiga e muito forte, e com quem partilhei experiências profissionais”, disse.

Sobre a escrita de Letizia Russo, Sónia Barbosa explicou que se situa “entre a realidade e o sonho, entre o interior e o exterior”, e destaca o desafio de transpor esse universo para cena.

Outro elemento do espetáculo é a presença de duas línguas em palco, português e italiano. “O desafio do espetáculo é manter em cena duas línguas, obviamente há uma legendagem, que pretende também ajudar, guiar-nos”, referiu a encenadora. Essa escolha, acrescentou, remete para a ideia de estranheza e de viagem a um lugar desconhecido.

A cenografia, assinada por Ana Limpinho, parte de tecidos que remetem para “a memória, daquilo que se vê, aquilo que não se vê, aquilo que está escondido”. A música original é composta por Stefano Switala.

Para além da estreia em Viseu, o espetáculo tem apresentações previstas em Montemuro, Lisboa e, em novembro, em Roma e Latina.

A companhia destaca a importância de permanecer vários dias em cena. “Nós acreditamos que o teatro também tem que viver na sua própria cidade. Há uma grande conversa a nível nacional que toda a gente está a ter, que há cada vez menos temporadas de teatro”, referiu Cristóvão Cunha, responsável pelo desenho de luz e direção de produção.

Sónia Barbosa acrescentou: “Isto é que é o teatro. É haver salas cheias, salas ao meio da semana mais vazias como existe também em Lisboa. Ou seja, haver o hábito das pessoas irem ao teatro não só no fim de semana, mas também durante a semana. Poder ser uma opção. E isso também é questão da digressão”.

O projeto integra o programa Rituais para o Futuro II e conta com financiamento do Eixo Cultura – Município de Viseu, bem como com apoios de várias instituições culturais e comunitárias em Portugal e em Itália.

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