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Qual a importância deste curso?
A GNR dá uma grande importância a estes cursos, porque tem a plena consciência que só conhecendo as causas dos incêndios e as motivações por de trás delas é que consegue, efetivamente, estabelecer estratégias. Seja a montante, numa ótica de sensibilização, seja até a jusante, naquilo que é a investigação e, depois, a repressão deste tipo de ilícitos criminais. Desde 2018, este é 15º curso e, quando terminarmos este curso, já teremos formado 449 elementos. Destes, 15 são das nossas forças congéneres estrangeiras, nomeadamente os Carabineiros do Chile, a Guardia Civil e os Carabineiros de Itália.
Este é um curso implementado na GNR há vários anos.
O curso é do tempo dos civis da ex-guarda florestal, que são nossos elementos desde 2006. De 2006 a 2018 apenas realizámos cinco cursos e, a partir de 2018, muito por força daquilo que foi o trágico ano de 2017, aquela carreira de guardas florestais foi incrementada e, por esse facto, iniciámos um conjunto regular e todos os anos fazemos este tipo de cursos para habilitar não só militares da guarda como também elementos novos da carreira de guarda florestal.
Os incêndios de 2017 foram uma espécie de alerta?
Foi um recomeçar com um modo de ver diferente, embora o protocolo do curso é semelhante ao que já se fazia.
Ao longo destes anos, o “modus operandi” dos incendiários e as próprias causas obrigaram a mudanças nestes cursos?
Não. O curso aperfeiçoa-nos os resultados, dando-nos mais facilidade de chegarmos aos resultados que queremos, como fez e quem o fez. Os incêndios rurais continuam a estar muito associados a queimas e queimadas e é assim ao longo dos anos. Este ano, já temos mais de 800 incêndios registados, com áreas ardidas menores, até por força das condições atmosféricas. Mas também estes 800, da investigação que já fizemos, as causas estão associadas às queimas e queimadas.
Qual a importância do intercâmbio entre as forças portuguesas e estrangeiras?
É fundamental o intercâmbio. Fizemos um conjunto de parceiras e de intercâmbios com as nossas congéneres, nomeadamente italianos e franceses. Mas depois temos também um conjunto de elementos que têm questões complicadas com incêndios, como é o Chile e Paraguai, e acabamos por também ter uma ligação com eles. Este intercâmbio só enobrece o curso e a própria Guarda Nacional Republicana e até o próprio país.
A troca de experiências é benéfica?
Sem dúvida. Há trocas de experiências, técnicas, informações. Aliás, queríamos fazer um curso só para forças estrangeiras. É um intercâmbio importante e temos esse desejo de continuar a colaborar com as nossas forças congéneres. Assim como nós também temos todo o interesse quando vamos fora.