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Um ano depois da notícia que abalava o desporto de formação, as camadas jovens estão de volta. A paragem foi longa, mas a vontade de regressar superou a tristeza de ter estado impedido de fazer o que tanto gostam.
Com o país a desconfinar pouco a pouco, o futebol de formação já deu os primeiros passos em direção a uma dita “normalidade”.
Antes de iniciar os treinos presenciais, os clubes foram obrigados a testar todos os seus atletas à Covid-19. Tiago Saramago, coordenador clínico do Lusitano de Vildemoinhos, admite que orquestrar o regresso das camadas jovens “foi um processo fácil”.
Depois de saberem que seria “obrigatório um teste até 72 horas antes do início da retoma”, o clube trambelo colocou mãos à obra e planeou tudo para que fosse possível “retomar os treinos com toda a normalidade”.
No dia de serem testados ao novo coronavírus, mais de uma centena de atletas marcou presença, mostrando a grande “vontade de regressar”.
“Tivemos uma adesão de quase 100 por cento dos atletas. Neste momento, aqui, vamos ter 114 ou 115 atletas. Não sei precisar um número redondo, mas é à volta destes números. Temos alguns que também fizeram na escola e, portanto, vamos validar esse teste, porque nos disseram que era possível fazê-lo. Nós vamos apontar para a marcar dos 98 por cento dos atletas, o que é muito bom”, revela.
Aos olhos de Tiago Saramago, tamanha adesão é prova de um voto de confiança por parte dos atletas, mas, sobretudo, por parte dos encarregados de educação.
“Eles confiam no nosso trabalho e sabem que nós vamos fazer os possíveis e os impossíveis para lhes dar as melhores condições, dentro daquilo que são as limitações da pandemia em que vivemos. Eles sabem que vão puder treinar em segurança e, acima de tudo, os encarregados de educação sabem porque confiam no nosso trabalho”, afirma.
No dia de voltar a pisar e a sentir o cheiro da relva, Tiago Santos, coordenador da formação do Lusitano, assume que “é sempre bom ter aqui [no treino] estes miúdos todos com esta alegria”.
O responsável das camadas jovens trambelas, admite que ver “os sorrisos nas caras dos atletas”, fez valer apena “tudo o que fizemos enquanto não retomámos”.
A pandemia ainda obriga a várias medidas de segurança, mas existem outras preocupações para os treinadores nesta retoma. Tiago Santos não esquece que uma paragem tão longa, certamente, vai ter consequências a nível físico nos atletas.
“Nos escalões mais baixos, até aos sub-13 mais ou menos, a capacidade regenerativa deles é mais rápida. Eles não correm tanto esse risco de lesões. Agora, dos iniciados para cima é mais complicado porque os músculos estão a crescer, outros estão a formar-se, e aí temos de ter algum cuidado. Não podemos chegar como se fosse uma pré-época, como se estivessem estado um ou dois meses parados”, refere.