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João Azevedo e Lino Moreira Rodrigues

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31.10.25
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 João Azevedo e Lino Moreira Rodrigues

por
Joaquim Alexandre Rodrigues

Como em Viseu, desde as primeiras eleições autárquicas de 1976, o eleitorado tinha elegido sempre presidentes de câmara de direita — ou do CDS ou do PSD —, a vitória de João Azevedo, no dia 12 de Outubro, tem um significado que ultrapassa o da mera alternância democrática. A vitória socialista enche de expectativa a cidade e o concelho. Essa expectativa e a situação minoritária socialista na câmara e na assembleia municipal põem um desafio enorme ao novo presidente da câmara e ao sentido da responsabilidade das oposições.
É isso que torna muito especial o dia de hoje, 31 de Outubro de 2025, dia da tomada de posse de João Azevedo na câmara municipal de Viseu. Dia em que, pela primeira vez, um presidente da câmara de esquerda, eleito em eleições livres e justas, adentra os Paços do Concelho e sobe aquela escadaria majestosa, aquele lugar singular encimado por 24 medalhões magníficos, feitos por José de Almeida e Silva, que retratam 24 viseenses ilustres. 

João Azevedo é o primeiro presidente socialista eleito em Viseu, mas não é o primeiro presidente socialista a dirigir a câmara municipal. Essa honra pertenceu ao engenheiro Lino Moreira Rodrigues, nascido em Torredeita em 18 de Abril de 1921 e falecido em Viseu em 2 de Maio de 1987. Foi a ele que, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, a Junta de Salvação Nacional entregou a tarefa de dirigir o concelho, tarefa que ele levou a cabo durante aqueles três “anos da brasa” — 1974, 1975 e 1976 —, três anos em que aquele torredeitense se dedicou ao serviço público completamente pro-bono, desremunerado.
Infelizmente, não o cheguei a conhecer. Socorro-me de um currículo elaborado por ele que encontrei numa publicação editada em sua homenagem, pela Junta de Freguesia de Torredeita, em 1994: 
“Lino Moreira Rodrigues, Engenheiro Civil, solteiro, nascido em 1921, na freguesia de Torredeita, concelho de Viseu e residente na Praça de Gôa, n° 1 desta cidade, fez o curso secundário no Liceu Alves Martins de Viseu, tendo depois tirado os Preparatórios de Engenharia na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e o curso de Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (F.E.U.P.) em 1945. Nos últimos anos do curso, fez parte do MUD Juvenil, tendo depois participado em todas as campanhas eleitorais da oposição ao então regime vigente. Depois do 25 de Abril de 1974, foi presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Viseu, até 31 de Dezembro de 1976. Está inscrito no P.S. desde Junho de 1974, tendo sido membro do Secretariado Distrital e Candidato à Assembleia da República nas eleições intercalares de 1979.”
O meu amigo José Fernandes Carrilho Gomes, do Arquivo Ephemera no Instituto Politécnico de Viseu, no meio da muita informação que me fez chegar, incluiu um documento particularmente precioso: as respostas do engenheiro Lino ao jornalista Fernando de Abreu, para o Jornal de Lafões, em 1974. Na entrevista, respondida à mão, o autarca deu o seu apoio ao Movimento das Forças Armadas e ao “desmantelamento da máquina fascista” e descreveu os projectos estruturais que tinha para o concelho e que avançaram mesmo:
— o “abastecimento de água à cidade, vinda do rio Dão, pouco acima da ponte de Fagilde”;
— a “rede de esgotos da cidade e emissário final” para “jusante de S. Salvador”;
— o “plano director de urbanização da cidade”.
Lino Moreira Rodrigues tinha ideias bem arrumadas e sabia o que era necessário fazer. Foi um homem notável. Merecia ser mais conhecido pelos viseenses. Um acto de justiça a ser tomado em mãos pelo novo executivo.

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