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Seis primeiras obras de jovens coreógrafos, escolhidas de entre 242 candidatas de 53 países, vão ser apresentadas nos próximos dias 25 a 28, em Viseu, durante a sexta edição do festival Lugar Futuro, cujo programa foi hoje divulgado.
Organizado pela escola de dança Lugar Presente, o festival internacional de dança jovem Lugar Futuro tem como objetivo promover jovens artistas, quer através de estreias de novas peças de dança de coreógrafos nacionais e estrangeiros, quer da apresentação de primeiras obras de coreógrafos emergentes.
“Courage. Bad luck doesn’t exist”, da Vidavé Company (Itália), “Everything that led to this”, do coletivo Mind in Movement (Países Baixos), “Intrus”, da bailarina e coreógrafa Luna Bouché (França), “2 things existing at once”, da artista e coreógrafa Ria Girard (Alemanha), “Briefly”, da intérprete e coreógrafa Béatrice Larrivée (Canadá), e “G.O.A.T.S (going on a trip, sis)”, dos coreógrafos e intérpretes Billy Barry e Gianni Notarnicola (Estados Unidos da América), serão as primeiras obras que subirão a palco em Viseu.
“Não quer dizer que estes sejam os melhores. Selecionamos por várias características e tentamos apostar na diversidade de propostas, não somos os descobridores de talentos”, frisou o diretor de produção, Albino Moura, durante a conferência de imprensa de apresentação do festival.
Para a sexta edição do festival, voltaram a ser convidadas escolas de dança, nomeadamente o Conservatório de Dança Floria Capsal, de Bucareste, o Conservatório de Dança do Vale do Sousa, de Paredes, e a Escola Superior de Dança.
A diretora pedagógica, Ana Cristina Pereira, explicou que o Conservatório de Dança do Vale do Sousa “apresentará um trabalho coreográfico da Elisabeth Lambeck com alunos finalistas do curso secundário de dança”.
“Também vamos receber o Conservatório de Dança de Bucareste, que tem uma tradição clássica muito preponderante, mas que também se tem aberto à dança contemporânea” e em Viseu mostrará o trabalho “Between now and too late”, acrescentou.
Criada em 2022, a anfitriã, a Companhia Presente, apresentará este ano uma recriação de “O cansaço dos santos”, de Clara Andermatt, enquanto a Escola Superior de Dança mostrará três peças de jovens da licenciatura de Dança.
A diretora artística, Leonor Keil, sublinhou a importância deste festival, que reúne características únicas, englobando “escolas nacionais e internacionais, primeiras obras de jovens coreógrafos até aos 30 anos e uma parceria com o festival de videodança InShadow (com uma seleção de curtas metragens premiadas em 2025)”.
“Estamos numa cidade do interior do país e temos todas estas características. O número de candidaturas, 242 de todos os cantos do mundo, demonstra que, de facto, há pouco lugar ao futuro dos jovens”, lamentou.
Leonor Keil realçou: “Há poucos festivais que acolhem jovens com as suas primeiras obras, é cada vez mais difícil entrar no mercado de trabalho”, e o festival Lugar Futuro tenta “criar essa oportunidade, que é muito valiosa”.
Segundo Albino Moura, no total, estarão em Viseu 70 a 80 pessoas durante quatro dias, o que implicou “uma logística complexa” para uma equipa reduzida.
O programa inclui ainda ‘masterclasses’ de Consciência Corporal, Técnica de Dança Contemporânea e Improvisação e debates com o público, com o objetivo de promover o intercâmbio de experiências.
Pela primeira vez, haverá ‘workshops’ para professores. Elisabeth Lambeck, atualmente coordenadora do Departamento de Dança Contemporânea no Conservatório de Dança do Vale do Sousa, dará orientações sobre Ballet Flow, enquanto Vitor Garcia, que é docente na Escola Superior de Dança, ficará responsável por abordar Técnica Contemporânea e Improvisação.