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Julgamento do presidente da Associação de Vila Nova da Rainha volta a ser adiado

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 Julgamento do presidente da Associação de Vila Nova da Rainha volta a ser adiado

Foi adiado o julgamento do presidente da Associação de Vila Nova da Rainha, que estava previsto para começar esta sexta-feira (3 de junho) no Tribunal de Viseu.

O adiamento foi motivado devido a motivos de doença de um dos advogados. Jorge Dias é o único arguido do processo, estando acusado de 11 crimes de homicídio por negligência e um de ofensa à integridade física negligente simples no incêndio ocorrido a 13 de janeiro de 2018, quando decorria um torneio de sueca.

Esta já não é a primeira vez que o julgamento é adiado, uma vez que era para arrancar em março. Vila Nova da Rainha: Adiado julgamento do presidente da associação onde morreram 11 pessoas, a sessão acabou por não se realizar devido à indisponibilidade do advogado de defesa.

No incêndio decorrido na sede da Associação Cultural, Recreativa e Humanitária de Vila Nova da Rainha, no concelho de Tondela, o balanço inicial foi de oito mortos e 38 feridos, entre ligeiros e graves, mas o número de mortos aumentou para onze nos dias seguintes à ocorrência.

Na acusação proferida pelo Ministério Público (MP), é referido que Jorge Dias, presidente da associação desde 1996, “ao não diligenciar pela legalização das obras efetuadas, impediu que o edifício cumprisse todas as normas de segurança”, concretamente no que respeita ao risco de incêndio.

O facto de Jorge Dias ser o único arguido neste processo chegou a ser criticado pelos advogados das vítimas e famílias dos mortos, que chegaram a pedir que fossem constituídos arguidos o ex-presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, o antigo vice-presidente Pedro Adão e os serviços municipais de Proteção Civil.

Na noite do incêndio, pelo menos 60 pessoas participavam num torneio de sueca no piso superior. No piso de baixo, estariam mais 15 pessoas.

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