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Mau tempo: A24 em Lamego sem previsão de reabertura após vistoria

Há um risco sério e iminente de derrocada, alertam as autoridades

 Viseu organiza prémio que visa distinguir trabalhos de história medieval
01.02.26
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 Mau tempo: A24 em Lamego sem previsão de reabertura após vistoria

A Autoestrada 24 (A24) entre os nós de Valdigem e Lamego, cortada ao trânsito desde sábado, está sem previsão de reabertura, uma vez que a vistoria realizada na manhã de hoje decidiu reabrir só após intervenção.

“Na sequência das vistorias técnicas realizadas ao talude da A24, foi confirmado um risco sério e iminente de derrocada, razão pela qual se mantém o encerramento da via entre os nós de Valdigem e Lamego, em ambos os sentidos”, afirmou o executivo da Câmara Municipal de Lamego liderado por Francisco Lopes.

Numa nota enviada à agência Lusa ao início da tarde, a autarquia disse que a decisão de manter a via cortada ao trânsito “foi tomada com base em critérios exclusivamente técnicos e visa garantir a segurança de todos os utilizadores da estrada”.

“Estão já a ser mobilizados meios para uma intervenção urgente, com início iminente, de forma a permitir a remoção do material instável e a criação das condições necessárias para uma reabertura segura, ainda que de forma condicionada, logo que seja tecnicamente possível”, mas “sem qualquer previsão”, indicou à agência Lusa.

Entretanto, as autoridades municipais, em articulação com as forças de segurança, definiram um plano de circulação e sinalização de percursos alternativos, com o objetivo de minimizar os impactos no trânsito da cidade e garantir a sua fluidez.

Durante o dia de sábado, a via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução. No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram o corte total, entre os nós de Valdigem e Lamego, no norte do distrito de Viseu.

“Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou a autarquia, num comunicado publicado cerca das 20:00 de sábado na rede social Facebook.

Segundo a Câmara de Lamego, “perante este cenário, manter a via aberta seria irresponsável e colocaria em risco todos os utilizadores da estrada” e na manhã de hoje foi feita, no local, uma “vistoria técnica feita por especialistas de geotecnia”.

A autarquia disse ainda que a concessionária Norscut “está já a preparar a mobilização de meios para uma intervenção urgente na A24” e “logo que existam condições, a circulação será restabelecida”, garantiu.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até ao dia 08 de fevereiro.

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