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Os trabalhos de remoção do material instável do talude da autoestrada A24, cortada desde sábado na zona do concelho de Lamego, devido a uma derrocada, já estão a decorrer, anunciou a autarquia do distrito de Viseu.
“A concessionária iniciou a intervenção no terreno, a bom ritmo, com meios mecânicos pesados, após avaliação técnica que confirmou a necessidade de atuação imediata por razões de segurança rodoviária”, informou, num comunicado colocado à hora de almoço na rede social Facebook.
A Câmara de Lamego explicou que esta fase dos trabalhos “consiste na remoção controlada da cunha de deslizamento, de modo a eliminar o risco de queda de pedras para a via”.
Só após esta operação “será definida a solução definitiva de estabilização do talude, com base em nota geotécnica especializada”, acrescentou, garantindo que “a reabertura da via ocorrerá logo que existam condições de segurança”.
A iminência de “uma derrocada de grandes dimensões” levou no sábado ao encerramento da A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego.
“Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou a Câmara de Lamego.
Inicialmente, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução.
No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.
No domingo de manhã, na sequência de vistorias técnicas, “foi confirmado um risco sério e iminente de derrocada”, o que motivou a decisão de manter a via encerrada.
Entretanto, as autoridades municipais, em articulação com as forças de segurança, definiram um plano de circulação e sinalização de percursos alternativos, com o objetivo de minimizar os impactos no trânsito da cidade e garantir a sua fluidez.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.