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Home » Notícias » Diário » Mau tempo: Em curso remoção de material instável do talude da A24 em Lamego

Mau tempo: Em curso remoção de material instável do talude da A24 em Lamego

As autoridades municipais, em articulação com as forças de segurança, definiram um plano de circulação e sinalização de percursos alternativos, com o objetivo de minimizar os impactos no trânsito da cidade e garantir a sua fluidez

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 Militar encontrado morto após curso de Operações Especiais em rio de Lamego
02.02.26
fotografia: Jornal do Centro
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 Militar encontrado morto após curso de Operações Especiais em rio de Lamego
02.02.26
Fotografia: Jornal do Centro
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 Mau tempo: Em curso remoção de material instável do talude da A24 em Lamego

Os trabalhos de remoção do material instável do talude da autoestrada A24, cortada desde sábado na zona do concelho de Lamego, devido a uma derrocada, já estão a decorrer, anunciou a autarquia do distrito de Viseu. 

“A concessionária iniciou a intervenção no terreno, a bom ritmo, com meios mecânicos pesados, após avaliação técnica que confirmou a necessidade de atuação imediata por razões de segurança rodoviária”, informou, num comunicado colocado à hora de almoço na rede social Facebook.

A Câmara de Lamego explicou que esta fase dos trabalhos “consiste na remoção controlada da cunha de deslizamento, de modo a eliminar o risco de queda de pedras para a via”.

Só após esta operação “será definida a solução definitiva de estabilização do talude, com base em nota geotécnica especializada”, acrescentou, garantindo que “a reabertura da via ocorrerá logo que existam condições de segurança”.

A iminência de “uma derrocada de grandes dimensões” levou no sábado ao encerramento da A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego.

“Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou a Câmara de Lamego.

Inicialmente, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução.

No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.

No domingo de manhã, na sequência de vistorias técnicas, “foi confirmado um risco sério e iminente de derrocada”, o que motivou a decisão de manter a via encerrada.

Entretanto, as autoridades municipais, em articulação com as forças de segurança, definiram um plano de circulação e sinalização de percursos alternativos, com o objetivo de minimizar os impactos no trânsito da cidade e garantir a sua fluidez.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

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