Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
por
Maria João Alves, Vera Abreu, Filipa Fernandes
As quedas são uma das principais causas de morte acidental a nível mundial, sendo consideradas um problema de saúde pública que pode afetar as pessoas em qualquer idade.
No entanto, com o avançar da idade o risco de queda vai aumentando e as complicações que acarretam também são mais graves, incluindo fratura, hematoma cerebral, perda de autonomia, diminuição da qualidade de vida e mesmo a morte, pelo que devemos dar especial atenção à população mais idosa.
Muitas quedas acontecem em casa e a grande maioria é previsível e evitável, sendo fundamental atuar na sua prevenção garantindo a segurança e o bem-estar das pessoas mais frágeis.
Porque é que o risco de cair é maior nas pessoas idosas?
Com o envelhecimento ocorrem algumas alterações que podem aumentar o risco de queda, tais como: diminuição da força muscular, perda de equilíbrio, alterações da visão e da audição, osteoporose e outras doenças que afetam a mobilidade. Além disso, é frequente as pessoas idosas tomarem diversos medicamentos que, isolados ou em combinação, podem causar tonturas, sonolência e agravar o risco de queda. Outros fatores como calçado desadequado, pisos escorregadios, má iluminação e obstáculos em casa também podem contribuir para aumentar o perigo.
Embora qualquer destas situações possam levar uma pessoa a cair, as quedas não ocorrem só devido a um fator, mas devido à interação de múltiplos fatores.
Como prevenir as quedas?
Existem diversas medidas eficazes que podem ser adotadas tanto pela pessoa idosa, como por familiares e cuidadores, para minimizar o risco de queda. Entre elas destacam-se:
– Praticar atividade física: promove o reforço muscular e o equilíbrio;
– Adaptar o domicílio: eliminar tapetes ou objetos em que se possa tropeçar, garantir iluminação adequada, instalar barras de apoio na casa de banho e corrimões nas escadas, afastar móveis do trajeto de passagem, manter artigos de cozinha de uso regular facilmente acessíveis, evitar subir cadeiras ou escadotes, limpar de imediato qualquer líquido derramado no chão;
– Usar calçado adequado: sapatos fechados, com sola antiderrapante e bom apoio do pé;
– Rever regularmente a medicação: a avaliação periódica dos medicamentos por médico/a assistente minimiza o risco de interações ou efeitos adversos;
– Avaliar a visão e audição: corrigir defeitos visuais ou auditivos ajuda a manter o equilíbrio e a orientação espacial;
– Usar bengala ou andarilho, quando surge dificuldade em caminhar;
– Evitar levantar da cama bruscamente, permanecendo na posição sentada alguns minutos antes de se levantar.
Situações como alteração na marcha, hesitação ao caminhar, medo de cair, uso de móveis como apoio ou quedas prévias são alguns sinais que podem indicar um maior risco de queda e que devem motivar uma avaliação clínica.
Para prevenir quedas que podem provocar consequências graves, é fundamental adotar medidas como, criar ambientes seguros, promover estilos de vida ativos, incentivar o zelo de quem cuida e manter a vigilância de saúde, para permitir às pessoas, em todas as idades, uma vida com mais segurança, autonomia e qualidade.



Maria João Alves, Vera Abreu, Filipa Fernandes – Médicas IFE em Medicina Geral e Familiar na USF Cidade Jardim, em colaboração com a UCC Viseense
por
Joaquim Alexandre Rodrigues
por
João Valor
por
Vitor Santos
por
Joaquim Alexandre Rodrigues
por
Joaquim Alexandre Rodrigues