Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Reza a lenda que foi um árabe, há mais de mil anos,…
O Mosteiro de Santa Beatriz da Silva, em Viseu, foi oficialmente designado pela Santa Sé como Igreja Jubilar da Ordem e local de peregrinação ao longo de todo este ano jubilar, no qual se assinalam os 100 anos da beatificação e os 50 anos da canonização de Santa Beatriz da Silva. A atribuição foi formalizada durante a Eucaristia presidida pelo Bispo de Viseu, D. António Luciano.
A partir deste momento, todos os fiéis que visitem o mosteiro podem alcançar a indulgência plenária, mediante o cumprimento dos requisitos previstos na Bula de Proclamação do Ano Santo Jubilar. Durante a celebração, o Bispo recordou que este tempo jubilar já havia sido iniciado a 6 de janeiro, na Solenidade da Epifania, em comunhão com todas as comunidades da Ordem Concepcionista Franciscana da Imaculada Conceição, destacando especialmente a comunidade de Campo Maior, na Arquidiocese de Évora, terra natal de Santa Beatriz.
Na homilia, D. António Luciano apelou à oração pelas monjas contemplativas, pedindo que continuem a ser “um farol na nossa Diocese, a iluminar a vida consagrada, um oásis de contemplação, de paz, de silêncio, de santidade e de vida interior, à semelhança de Santa Beatriz da Silva”.
Recordando o percurso da Santa, o prelado sublinhou as suas virtudes e coragem. “Soube escolher Deus em primeiro lugar, renunciando às riquezas e honras da corte do Rei de Castela para se recolher num convento em Toledo, onde viveu cerca de 30 anos como leiga secular entregue à oração, ao sacrifício e ao silêncio, discernindo a vontade de Deus”.
O Bispo de Viseu encorajou ainda as monjas concepcionistas a divulgarem mais amplamente o carisma de Santa Beatriz, a sua vida e o seu legado espiritual, para que o Jubileu seja vivido de forma plena por toda a comunidade diocesana.
As religiosas do Mosteiro de Santa Beatriz manifestaram igualmente a sua alegria com a distinção da Santa Sé, sublinhando que cada Mosteiro Concepcionista foi elevado a Igreja Jubilar neste ano especial. “Abrimos as portas a toda a Diocese de Viseu para celebrar connosco este Jubileu. Queremos que ajude a despertar a beleza da santidade que um dia brilhou na estrela da fronte de Santa Beatriz da Silva. Convidamos todos a visitar a Igreja do nosso Mosteiro para receberem a indulgência plenária”, afirmam.
A presença das Irmãs Concepcionistas em Viseu conta com mais de cinco décadas. A história começou a ganhar forma a 22 de fevereiro de 1970, quando o então Bispo de Viseu, D. José Pedro da Silva, se deslocou pessoalmente a Campo Maior para solicitar oficialmente a vinda da ordem religiosa para a Diocese.
Poucos meses depois, a 31 de maio de 1970, no dia em que celebrava o quinto aniversário da sua entrada na Diocese, D. José Pedro da Silva acolheu solenemente as primeiras irmãs Concepcionistas em Viseu. A comunidade instalou-se inicialmente no Tourigo, a primeira de quatro casas que as religiosas viriam a ocupar ao longo do seu percurso.
Contudo, as más condições do local acabaram por ditar uma mudança. Quatro anos e meio depois, a comunidade transferiu-se para o lugar da Ladeira, junto a Campo de Besteiros, mas necessidade de um convento capaz de acolher uma comunidade crescente tornou-se evidente. Foi então que surgiu a casa no Largo da Prebenda, perto da Catedral. Após obras de adaptação, o espaço transformou-se num convento de vida contemplativa, para onde a comunidade se mudou a 31 de maio de 1979.
A comunidade continuou a crescer e foi necessário, uma vez mais, encontrar um novo lar. Uma benemérita ofereceu um terreno na Quinta do Viso e as obras do convento arrancaram em 1983 e prolongaram-se durante cinco anos. A 24 de setembro de 1988, o novo Convento e Igreja de Santa Beatriz da Silva foi solenemente inaugurado e benzido.