White historic church with ornate stone facade, arched doorway and balcony against a blue sky
ficton
obras-768x426
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
Home » Notícias » Colunistas » Fragmentos de um Diário – 20 de Fevereiro de 1976

Fragmentos de um Diário – 20 de Fevereiro de 1976

12.06.21
partilhar

O governo de Samora Machel decretou a nacionalização, de que já se falava, dos bens particulares dos brancos, cumprindo, portanto, cabal e honradamente o acordo assinado em Lusaca quanto à defesa e segurança dos bens dos portugueses residentes no território. Isto significa que todo o esforço, espírito de sacrifício e poupança a que os meus pais se dedicaram ao longo de duas décadas foram reduzidos a pó e cinza.

E, no entanto, não acredito que algum daqueles camaradas que agora ocupam o poder tenha mais amor à terra moçambicana do que a minha mãe. Que rapidamente se adaptou a Lourenço Marques, aprendendo a gostar do novo clima, dos novos cheiros, das gentes, recusando ter qualquer criado para a ajudar nas lides domésticas, que apenas desejava viver a sua vida e cuidar da família sem preconceitos políticos ou rancores ideológicos.
     
Mas a vida no planeta Terra está marcada pelo vómito humano. Já os portugueses expulsaram os judeus no tempo de Dom Manuel I. A história humana está viciada por estas vicissitudes desumanas. Os donos do mundo, donos afinal de nada, de uma mão cheia de ****, e apenas provisoriamente, enquanto não são substituídos por outros senhores, destroem, arruínam, esvaziam de valor a vida política. A política deveria ser a arte do bem, o exercício dos valores mais nobres da humanidade. A prática demonstra o contrário.

Outro assunto: A minha colega, que pensou que namorava comigo, arrependeu-se e enviou-me umas amigas como emissárias; ela própria veio ter comigo; pretendia recomeçar. Insistiu. Mas não me apetecia sequer curtir com ela. E não era agora que lhe ia falar da Fátima, e de como não poderia corresponder a qualquer outra solicitação afetiva, pelo menos nos próximos tempos. Não sei do futuro. Mas sei do que sinto, das imensas saudades que me ferem interiormente. Por quanto tempo? Espero que para sempre. Mas para sempre é muito tempo e o corpo é frágil e a alma, vento.

Escrevo: quero fazer da poesia a minha vida. Pergunto: por que não faço da minha vida uma poesia?
Escrevo: estou prestes a partir. Digo a mim mesmo: parte antes em cada instante.

Jornal do Centro

pub
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu

Colunistas

Procurar