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Os clubes que estão fora de jogo, mas que nunca foram expulsos da memória

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
11.11.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
11.11.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Os clubes que estão fora de jogo, mas que nunca foram expulsos da memória

Não havia bairro ou até rua de Viseu onde uma bola não rolasse ao fim da tarde. Vivia-se os anos 80. E foi sempre a festa do futebol que atraiu os jovens que, sem as redes sociais de agora, se divertiam a correr e a saltar nos vários campos – naturais ou improvisados. Fausto Formoso, hoje com 58 anos, recorda bem os tempos em que praticamente a chegar à maioridade era um autêntico caça-talentos na cidade de Viseu.

“Passava pelo Liceu, via os putos a jogar à bola e perguntava-lhes se queriam vir para a nossa equipa. Foi aí que descobri o Paulo Sousa. Vi-o a jogar e vi nele capacidades. Falei com o pai dele, convenci-o e começou a jogar por nós”, conta.

O ‘nós’, de que Fausto Formoso fala, transformou-se num clube que Viseu conheceu como Pupilos da Avenida. As crianças e jovens do bairro junto aos Bombeiros Voluntários de Viseu, na Rua José Branquinho, juntavam-se na Escola da Avenida. Daí até ao nome do clube foi um passo. “O nome surgiu porque as pessoas comentavam que tinha ali os pupilos. Treinávamos na Escola da Avenida, então ficou Pupilos da Avenida”, revela.

Fausto era o treinador. Um treinador permissivo. Até porque, afirma, ali não havia tática. “Eu não treinava. Eu era um promotor de jogadores. Gostava era que eles fossem educados e respeitadores”, explica e acrescenta que com 17 anos era apenas ligeiramente mais velho do que os jogadores que representava nos torneios da cidade. Esses eram, lembra, os momentos mais altos do futebol em Viseu. Os vários clubes do concelho juntavam-se em provas que reuniam os vários talentos, por alturas de setembro e da Páscoa.

(Para ler na íntegra na edição do Jornal do Centro, já nas bancas)

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