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Pais de Viseu preocupados com subida do preço das refeições escolares

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01.06.22
fotografia: Jornal do Centro
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01.06.22
Fotografia: Jornal do Centro
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As empresas que são contratadas pelas autarquias para fornecer refeições nas escolas estão a pedir mais de três euros por almoço para o próximo ano letivo.

Esse valor, que é cerca do dobro do que o Estado paga, está a fazer com que muitos municípios Pais criticam comida de escolas do Agrupamento Grão Vasco.

Os autarcas temem prejuízos de milhares de euros, caso o Governo não aumente de imediato a comparticipação. Por aluno, a tutela paga cerca de 1,40 euros às câmaras, mas as empresas estão a pedir mais de três euros por refeição devido ao aumento do preço dos combustíveis, dos alimentos e do salário mínimo.

Em declarações ao Jornal do Centro, o presidente da União das Associações de Pais do Distrito de Viseu, António Lucas, teme que sejam os pais a pagar o que as empresas que servem refeições nas escolas estão a pedir a mais por cada refeição servida. O dirigente entende que a preocupação dos encarregados de educação é agora muito maior.

“A questão das refeições escolares é sempre uma preocupação recorrente. Com o agravamento dos preços, a preocupação fica redobrada porque, se o concurso fica em aberto ou se daí vai sobrar para os pais custear o incremento que as refeições possam vir a ter, temos uma preocupação efetiva”, afirma.

O representante dos pais diz que o tema das refeições é uma preocupação recorrente. “Em várias escolas do concelho e do distrito, a confeção era feita com recursos humanos próprios e, quando entram as empresas, há um sentimento de que a qualidade diminui”, frisa.
Ainda recentemente, foram várias as queixas que recentemente chegaram e foram noticiadas pelo Jornal do Centro quanto à qualidade das refeições servidas nos estabelecimentos de ensino.

A situação também está a deixar apreensivo o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, que é também diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães. O diretor avança que o aumento dos produtos está a fazer aumentar o preço por refeição.

“Nas escolas cujas refeições são fornecidas por empresas privadas, que são cerca de dois terços a nível nacional, já há muito tempo que se queixava que as refeições nem sempre tinham a qualidade necessária e era evidente que não era possível servir aos preços em que as empresas ganham os concursos, que era na ordem dos 2 euros por refeição. Com o aumento dos preços, as empresas não têm condições de continuar a fornecer os produtos e as refeições pelo preço com o qual foi comprometido”, afirma. Manuel Pereira defende que é urgente tomar decisões para resolver esta situação.

“Quando assinámos o contrato, comprometemo-nos a comprar os produtos por um ano à empresa e esta comprometeu-se a vender o produto à escola nos termos e pelo preço da sua candidatura. Há um aumento brutal do preço destes produtos e nós percebemos a situação de algumas empresas que não querem fornecer os produtos aos preços que se tinham comprometido porque perdem dinheiro”, diz.

O diretor acrescenta, por isso, que se trata de “uma questão política porque é preciso tomar uma decisão para podermos desvincular a nós e algumas empresas sem consequências”. “É um imbróglio judicial. Tem que haver bom senso e a nossa prioridade é o serviço aos alunos”, conclui.

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