Person in a gray sweater makes ASL signs toward the camera, with both hands visible in the frame.
*
Soccer team in green-and-white striped jerseys lined up on a field with dogs on leashes in front of them.
Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Six young dancers pose with medals and a large trophy in front of a dance competition backdrop, Portugal flag visible behind them.
Home » Notícias » Colunistas » Pé diabético: da prevenção ao tratamento

Pé diabético: da prevenção ao tratamento

25.01.25
partilhar

por
Aline Gomes

A diabetes mellitus é uma doença cada vez mais prevalente no mundo. Em 2021, atingiu 11,6% das mulheres e 16,8% dos homens em Portugal, surgindo 680 novos casos por cada 100 000 habitantes, segundo os dados do Observatório Nacional da Diabetes.

Esta doença é caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). A longo prazo esta vai induzir complicações na circulação, nervos, rins, olhos, pele, alterações da imunidade, entre outras. O pé diabético é precisamente uma das complicações da diabetes. Os elevados níveis de glicose provocam danos nos nervos (neuropatia periférica) e vasos (doença arterial periférica) dos membros inferiores.

Na neuropatia periférica surgem diminuição da sensibilidade, formigueiros ou dor. São típicas ainda as alterações da morfologia do pé com deformidade da planta do pé, dedos e unhas, surgindo calos em zonas de pressão.

Na doença arterial periférica há diminuição da circulação sanguínea, ficando o pé frio e seco com dor e dificuldade na cicatrização das úlceras. A diabetes provoca ainda uma diminuição das defesas, o que aumenta o risco de infeção das feridas. Este conjunto de alterações predispõe ao aparecimento de úlceras, dificuldade de cicatrização de feridas, infeções graves, gangrenas e fraturas. Nos casos mais graves há necessidade de amputação.

De modo a minimizar as consequências de pé diabético é importante uma abordagem multidisciplinar, que envolve profissionais de saúde de várias áreas: Cirurgia Geral, Medicina Interna, Endocrinologia, Podologia, Enfermagem, Cirurgia Vascular, Ortopedia e Nutrição.

Esta abordagem passa pelo controlo da diabetes e pela prevenção e tratamento precoce do pé diabético. O doente com diabetes deve ser avaliado quanto ao risco de desenvolver lesões com um exame clínico periódico dos pés. Este exame permite detetar problemas como calos, unhas encravadas, micoses, úlceras, deformações, diminuição da circulação e alterações da sensibilidade. Pretende-se, além disso, ensinar ao doente com diabetes e aos seus familiares como deve cuidar dos seus pés e quais os sinais de alarme que devem motivar a procura de cuidados de saúde.

Aline Gomes, médica especialista em Cirurgia Geral no Hospital CUF Viseu

Jornal do Centro

pub
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu

Colunistas

Procurar