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Ranking das Escolas

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 Centro de acolhimento Aristides de Sousa Mendes em Carregal do Sal pronto daqui a um ano
23.06.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Centro de acolhimento Aristides de Sousa Mendes em Carregal do Sal pronto daqui a um ano
23.06.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Ranking das Escolas

Quarenta anos atrás, Neil Postman dizia que “as crianças são mensagens vivas que enviamos para uma época que não veremos”. Elas são mais que médias-escolares, são realidades complexas que não se reduzem a dígitos. Sobre médias já foi tudo dito; também do acompanhamento familiar e extraescolar; que as médias negativas quadruplicaram; que os mais pobres gostam de línguas e humanidades, mas que a matemática é a mais seletiva. Ficou também clara a diferença entre as médias da escola pública e privada.
Nesta informação saliento duas entrevistas, a primeira do diretor da escola-líder e a segunda do presidente da Associação dos Diretores Escolares. O primeiro diz que na sua escola as estrelas são os alunos; há uma relação forte escola/família; há reforço nalgumas disciplinas. O segundo argumenta que se colocarem os professores da escola-líder na última classificada o resultado não se altera. Quer dizer que a diferença não está nos professores, mas nos alunos, contextos socioeconómicos e Sistema.

Nos últimos 200 anos foi a aprendizagem que criou a economia do conhecimento e inovação. Aprender é de todas as atividades humanas, aquela para a qual o Homem está mais otimizado, nós nascemos para aprender! Fala-se muito dos planos de estudo da OCDE como referência, mas depois perguntamos o porquê da Finlândia ser líder? O segredo está na forma em como eles vivem em sociedade, investem na educação e nós no modelo, formalismo e esquecemos valores e o aprender a aprender.

Nada disto é novo, faz 90 anos que Huxley escreveu o “Admirável Mundo Novo” e estes rankings vem dar-lhe razão. Ele dizia que os alunos seriam divididos em dois grupos: Os Alfas, crianças privilegiadas, sólido capital humano, emocional e cultural; Os Gamma maioritários, desfavorecidos, privados dos instrumentos fundamentais do pensamento e inteligência. Eles seriam subalternos, dominados pelo entretenimento idiota, que hoje bem pode ser o ecrã recreativo, grave quando o consumo e exposição são exagerados. A geração digital, depois de milhares de anos é a primeira a ter um QI inferior aos pais. A M. Educação sueca acaba de travar o programa de digitalização das escolas para investir em livros (95 milhões) nas salas de aula e diz “estamos em risco de criar uma geração de analfabetos funcionais”. E o que diz o nosso Sistema Político num país tão sedento de reformas? Para quê mensagens para o futuro, nós já não estaremos cá?

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